quinta-feira, fevereiro 28



Fazemos escolhas o tempo todo. Iniciais, baseadas na vontade; secundárias, após o impacto da realidade. O ideal é se alinhar sempre ao desejo, anyway. “É o que tem para hoje”, costuma dizer um amigo.
Nada de lamentos, ou de "mas por que não é desse jeito?"

VOU ME DIVERTIR NESTAS FÉRIAS... Ah se vou! :)

terça-feira, fevereiro 26

Ambições cotidianas

Você luta diariamente para tentar administrar seu tempo da melhor maneira possível?

Você não consegue sair do trabalho sem estar com o olho ardendo de tanto olhar para o computador ou sem aquela dorzinha no pescoço?

Você se cobra por não ler tudo que gostaria e se critica por, mesmo assim, só querer ler a revista de domingo do jornal O Globo no dia que antecede a segunda-feira?

Você busca “refúgio mental” em séries de TV como Lost, Alias, Without a Trace ou Desperate Housewives?

Você quer sair muito com amigos, ir muito ao cinema, ler muito, trabalhar muito para ver se consegue ganhar muito dinheiro, dormir muito, saber muito e viajar muito, apesar de saber que todos esses desejos são excludentes entre si e que, por castigo divino, o dia só tem 24 horas?

Prazer, temos a mesma alma.
Quero mais de uma vida. Nesta aqui, falta espaço.

segunda-feira, fevereiro 18

No início da semana passada, eu chorava.
Hoje, estou estacionada, de motor desligado; inércia.
Empaquei, perdi o foco. Congelei. Modo stand by.

Não, não apertei o turn off.

Não, não fiz força para acatar o verbo aceitar.
Acho que fui além. Fui parar em outro lugar.
Parece que sequei naturalmente após exposição ao sol sem o uso de filtro solar. Só.

Silêncio. Ausência. Vazio. Para onde foi toda aquela energia?
Mau uso. Excessivo. Alguma previsão sobre a próxima chuva forte?

Mais cedo, anúncio de garoa.
Recusei. Prefiro manter-me concentrada em toda a outra parte do mundo.

Encontrei abrigo na minha zona de conforto chamada "nada".

Praticamente 11 dias de ar seco. Mas quem aqui está contando?
Números. Apenas um método referencial.

Sem espera. Sem expectativa. Sem o “com” em geral.
Ser o que ser sem o querer.

Babel e o passado

Seja no México, Marrocos, Japão ou nos Estados Unidos. Independentemente do cenário geográfico, todos nós somos iguais quando se trata de sentimentos. A frustração causada pela impotência diante de muitas situações; o arrependimento por ter tomado uma decisão que foi o ponto de partida para um acaso que trouxe uma experiência ruim e mudou tudo; a dor da perda de uma pessoa querida. Essa é a lição de “Babel”, do mexicano Alejandro González.

Essa breve análise me remete a outro tema: a existência do passado e a sua influência em nosso comportamento e em nossas emoções. Terminei ontem de ler “O Passado”, do escritor argentino Alan Pauls, considerado pela crítica um dos melhores livros do ano passado. A história é cheia de rupturas e mudanças de rumo (como ocorre de fato na “vida real”), mas o único fator que é mais ou menos linear, que permanece estável e parece “costurar” toda a obra é a memória do narrador, que é o protagonista. O passado dele é o único ingrediente de toda a receita que permanece ali, não vai embora. Pode até ganhar um tempero diferente com o passar do tempo, mas não o abandona nunca.

Até que ponto o passado é presença importante e até que ponto ele é apenas um penetra indesejado? Em “Babel”, os personagens de Brad Pitt e Cate Blanchett viajam para o Marrocos numa tentativa de consertar o casamento abalado pela morte de um dos filhos; a adolescente japonesa vive atormentada pela carência provocada pelo suicídio da mãe.

Em seu livro “O Poder do Silêncio”, Eckhart Tolle, um pesquisador alemão que é considerado um “mestre espiritual, diz que o passado não existe; é apenas uma convenção criada pelo ser humano, assim como o futuro:

“À primeira vista, o momento presente é apenas um entre os inúmeros momentos da sua vida. Cada dia parece se constituir de milhares de momentos em que ocorrem os mais diversos fatos. Mas, se você olhar mais profundamente, irá descobrir que existe apenas um momento. (...) Este exato momento – Agora – é a única coisa da qual você jamais conseguirá escapar, o único fator constante em sua vida. Aconteça o que acontecer, e por mais que sua vida mude, uma coisa é certa: é sempre Agora.”

E um outro raciocínio dele que está me fazendo refletir:

“Ter o domínio completo da vida é o CONTRÁRIO de controlá-la.”

O filme “Babel” ilustra bem isso.

terça-feira, fevereiro 12

Stones taught me to fly
Love taught me to cry
So come on courage!
Teach me to be shy
'Cause it's not hard to fall
And I don't WANNA scare her
It's not hard to fall
And I don't wanna lose
It's not hard to grow
When you know that you just don't know

("Cannonball" - Damien Rice)

Ando nostálgica, eu acho. Lembranças resolveram me rondar... Acho que é isso.

sábado, fevereiro 9


Não sei qual é o meu ponto de equilíbrio e, hoje, estou particularmente em um dia no qual não consigo chegar à conclusão sobre QUEM SOU EU.

De freqüentadora assídua de festas a uma pessoa que adora o silêncio após um dia repleto de comunicação. De total fugitiva dos próprios sentimentos a uma atenta observadora do que se passa neste mundinho particular.

Mas será que não sou apenas uma pessoa de extremos? Só sei transitar pelos excessos?

Continuo em busca da medida. Não ando sabendo o que é uma atitude normal, o que é uma reação natural e o que deve ou não deve me chatear. Se me chateio, não ando apenas falando – acho que engoli um megafone.

Como viver em um mundo onde todo mundo pensa tão diferente e, no fundo, tem os mesmos medos, as mesmas inseguranças?

Quero muito entender qual é o tom... Às vezes, acho que simplesmente derramo sal demais - quando o ideal seria pôr apenas um pouquinho. Acostumei-me ao exagero?

Cadê o meu manual de instruções?

Não estou conseguindo entender nada. Não compreendo o que me dizem, não sei explicar o que me aflige, não ouço direito e, quando falo, percebo que a mensagem que chega ao ouvido do receptor é completamente diferente daquela que emiti.

Alguém pode, por favor, me informar onde é a tecla SAP? Ou só quero a partir de agora filme com legenda. Mas que essa legenda comece explicando para esta pobre criatura aqui quem ela é.

quinta-feira, janeiro 31

Qual é a medida?

Acelera, tira o pé... Agora, mantém a velocidade... Ops! Pára que vai bater. Ponto morto. Agora, põe a 1ª. Legal! 2ª, 3ª, 4ª ... 5ª... Ao que tudo indica, a estrada vai continuar boa desse jeito...

Ops! Errei...Pisa de novo no freio.

Acho que é por isso que bate o cansaço de vez em quando...

segunda-feira, janeiro 28

No dia triste o meu coração mais triste que o dia...
Obrigações morais e civis?
Complexidade de deveres, de conseqüências?
Não, nada...
O dia triste, a pouca vontade para tudo...
Nada...


F.P.

quinta-feira, janeiro 24

Cuidado com o que você come!

Acabei de ler uma reportagem no New York Times que alerta os leitores sobre os sushis da "big apple". O jornal contratou um laboratório para testar amostras do peixe cru de alguns restaurantes da cidade e constatou alta incidência de mercúrio. "O que é seguro comer hoje em dia?", questionou uma mulher que foi "pega no flagra" pelo NYT comendo em um dos restaurantes cuja comida foi condenada pela pesquisa.
Aqui no nosso "país em desenvolvimento" muita gente tem passado mal por ter comido alimentos estragados. Posso falar por mim, inclusive. Uma diarréia e uma febre de 39,5 oC me pegaram de surpresa e até agora não sei quem foi o culpado. Soube de duas amigas e um amigo que também tiveram a mesma experiência recentemente!
Por isso, aconselho a todos: nada de comer qualquer coisa na rua, principalmente nos dias de intenso calor. Para duas amigas, em especial, sugiro: nada de cachorro quente ou de coxinha de galinha, tá!?

domingo, janeiro 6

Um pouco de cada coisa...

Na quinta à noite, assisti ao filme "A Vida dos Outros", uma história linda que se passa na Alemanha Oriental, antes da queda do Muro de Berlim. Recomendo!
Na sexta à noite, terminei de ler "O Carrasco do Amor" - um título de "auto-ajuda" para um livro muito bom de Irvim Yallow, o mesmo autor de "Quando Nietzsche Chorou". Para quem gosta de ler sobre psicologia, mente humana, relações interpessoais, é um prato cheio...
Ontem, para quebrar a seriedade, fui ao cinema ver "P.S. Eu te amo"... Achei que fosse sair leve, leve e... acabei derramando um balde de lágrimas no filme... Mas, com certeza, só emociona o clube da Luluzinha... Homens, fiquem longe!
E desde sexta à noite estou lendo o tijolão de 910 páginas chamado "As Benevolentes", de Jonathan Littell. O livro do americano naturalizado francês e filho de judeus aborda as maldades e assassinatos cometidos pelo nazismo sob a ótica das memórias de um ex-participante que, após a época de atrocidades, se torna dono de uma fábrica de tecidos... O livro gerou polêmica e, apesar de estar ainda na página 47, estou gostando muito (claro que tenho que parar de vez em quando para consultar na internet o significado de algumas palavras em alemão que aparecem no texto - tem um glossário no fim, mas não é completo).
Nesse meio tempo, para relaxar, estou assistindo ao segundo DVD da primeira temporada do "24 Horas" - boa série, mas ainda prefiro "Without a Trace"...
É isso! Meu domingo está sendo todo dedicado à introspecção e à solidão acompanhada de livro, DVD e dos meus queridos filhos - Clicquot há cinco minutos se jogou no meu colo e Trigo está dormindo pertinho de mim também, mais precisamente em cima da capa do notebook...

sexta-feira, dezembro 28

Balanço / 2007

Definitivamente, 2007 foi um ano muito bom! Um ano de decisões importantes e de entrada de coisas muito boas na minha vida!!!!!

Em primeiro lugar: conquistei a independência de morar sozinha – meus amigos sabem muito bem o que isso significa para mim. Um grande desejo que foi realizado com sucesso!

Junto com a conquista do meu espaço, abri a porta da minha casa e da minha vida para esses dois seres pequenos que fazem miau e que já amo tanto: Clicquot e Trigo. Não sei mais como seria o meu dia-a-dia sem os miados, os “rrrrrrrrr” deles quando estão felizes e aquele bando de pelo por toda parte. Se meu alergista ler isso, com certeza vai vir me explicar de novo todos os malefícios provocado pelos felinos... Já disse que não se pode falar mal de família!
Por falar em alergia, foi neste ano que resolvi também tomar vergonha na cara e cuidar dos "ites" que sempre assombraram minha vida, uns mais e outros menos. Comecei um tratamento de dois anos para controlar a sinusite, a rinite e a bronquite. Também abandonei a vida de dietas milagrosas e malucas para iniciar um programa sério com uma endocrinologista!

Este ano também foi ótimo para o coração: a convivência com o André foi e tem sido gostosa, verdadeira... E um aprendizado também – sobre mim, sobre ele, sobre nós... As afinidades são muitas, mas as diferenças também e às vezes dá vontade de voar no pescoço dele (tenho certeza que a recíproca é verdadeira) ... Mas o que vale é o sentimento e a vontade de ficar junto e de ficar bem... AMO VOCÊ!

Em relação aos meus amigos, como sempre não tenho o que reclamar: eles estão sempre ao meu lado, mesmo que distantes geograficamente, ou longe do convívio diário devido à correria de todos nós... O elo só se fortalece e é MUITO BOM saber que posso contar com eles e eles comigo...

No campo profissional, apesar da constante sensação de ausência de foco, fiz importantes conquistas também. Acho que consolidei "meu lugar" no trabalho e obtive reconhecimento por isso. Expandi também minhas atividades e tratei de arranjar uma forma de “tirar casquinha” do mundo da reportagem que sempre despertou tanto “tesão” em mim e o qual decidi “abandonar” (não assinei um contrato permanente) por querer valorizar outras coisas...

Não poderia deixar de citar uma decisão importante que tomei este ano também: após seis anos e meio de terapia, resolvi suspender o divã e ver se consigo andar com minhas próprias pernas, visto que já conheço como funciona o mecanismo. Não vou mentir: ô tarefinha difícil esta de tentar me entender e entender este mundo louco que nos cerca... Mas estou sempre tentando, desistir nunca!

Para 2008, quero fazer planos mais audaciosos para a minha carreira e começar a colocar a semente na terra. Mas, acima de tudo, QUERO CONSOLIDAR E FORTALECER TUDO O QUE RELATEI ANTERIORMENTE SOBRE 2007.
Quero ler mais, me exercitar mais, trabalhar mais, dormir mais, namorar mais, cozinhar mais, viajar mais, passear mais, amar mais, ir mais ao cinema... Nossa! Já cansei! :)

Desejo continuar regando o que plantei, atenta às pessoas e coisas que são importantes para mim – incluindo aqui os meus filhos felinos. Meu foco maior continuará sendo a chamada “paz de espírito”, ou qualquer nome que você queira dar para essa quietude interior desprovida de ansiedades excessivas e angústias.

quarta-feira, dezembro 26

Impaciência

“Paciência é uma virtude de manter um controle emocional equilibrado, sem perder a calma, ao longo do tempo. Consiste basicamente de tolerância a erros ou fatos indesejados. É a capacidade de suportar incômodos e dificuldades de toda ordem, de qualquer hora ou em qualquer lugar.”

Eis a definição que está no wikipedia...

O que tira a minha paciência pode não ser o que tira a sua. O que te irrita não necessariamente me irrita e assim vai...

Nunca tive paciência para esperar o interminável. Acredito que os relógios e os horários não foram criados à toa. São referências que servem para organizarmos o nosso tempo, cada vez mais escasso e apertado. Se me prontifico a encontrar com você em uma determinada hora, sei que algum atraso já está incluído no acordo – ALGUM atraso... Da mesma forma, novos acordos ou adaptações ao que foi programado inicialmente é mais do que normal...

Para quem atrasa sempre e leva a vida num ritmo desprovido de qualquer interferência externa, a impaciência deve ser algum E.T. de Varginha ou um “absurdo”, um “descontrole totalmente dispensável”.... Mas, acredite: para quem gosta de chegar na hora e se programa para isso, o contato com o atraso eterno é angustiante, uma constante impressão de perda de tempo.

Minha impaciência está acumulada. Seu cartão de fidelidade engordou três pontos nos últimos dias.

terça-feira, dezembro 18

Um rápido comentário sobre "Inland Empire"


“As ações têm conseqüências”; Hollywood vende um ideal de felicidade totalmente falso; o conceito de "ontem", "hoje" e "amanhã" é confuso mesmo; a mulher de cabelo preto chora ao olhar a imagem chuviscada na TV, porque queria ser loira e queria ser uma estrela de cinema como a protagonista; todas aquelas mulheres que aparecem repentinamente para a loira são, na verdade, a sua consciência (ou até o seu ego e superego) e os coelhos... Os coelhos... Bem, aqueles coelhos...

Tá. Não sei. Como já li que o David Lynch tem um filme chamado “Rabbit”, pode ser que seja uma referência.

Depois de ver “Cidade dos Sonhos” e constatar que, de fato, há uma coerência e uma história, apesar de muita gente dizer que não, me empolguei e achei que seria capaz de brincar de desvendar “Inland Empire”.

Vou até assistir a outros filmes de Lynch para mergulhar mais nesse seu mundo louco e tentar entender o que se passa naquela cabeça criativa, mas o fato é que “Inland Empire” dá um nó na nossa mente. São muitas imagens desconexas seguidas, muito sons, muito vermelho e azul, muita sombra...

Mas, mesmo assim, para quem gosta de testar e exercitar o próprio cérebro, é um exercício e tanto! Saí do cinema certa de que minha explicação simples e objetiva é a correta:

O filme, na verdade, é sobre a frustração da morena que sempre aparece chorando à frente da televisão. Ela sofre, porque engravidou e seu amante/namorado rejeitou o filho e terminou a relação – e, para piorar, o cara ainda era casado. Como vive uma vida de frustração e solidão, ela se distrai e fantasia com base nos filmes de Hollywood. O longa-metragem, dessa forma, é sobre os devaneios da morena... Ela se vê na loira atriz que é escalada para o tal filme polonês amaldiçoado e é na cabeça dela que a protagonista acaba misturando o seu papel no cinema com a realidade e se apaixonando “de verdade” pelo ator. Tanto é que, no final, aquela japonesa sentada no meio da rua, próxima ao mendigo, menciona uma “morena que usava uma peruca loira”...

Ok! Ainda não desvendei todos os detalhes... Pretendo encarar mais 3 horas de filme para fazer isso.. Um dia!

quinta-feira, dezembro 6

Que preguiça é esta?

Sabe aqueles dias em que você tem muita coisa para fazer, tudo acumulado, mas a vontade de ficar “vagando” por aí é grande?

Confesso: ando muito dispersa, desde que voltei da viagem ao Peru. Com preguiça mesmo. Disseram-me que o clima de “fim de ano” faz isso com as pessoas. Pode ser. Acho que também o fato de ter ficado uma semaninha com aquela “bota robocop” no pé (torci no segundo dia de viagem) contribuiu para o cenário.

Tenho muito trabalho no trabalho, em casa tenho trabalho extra também, mas tudo o que quero mesmo é me jogar no sofá para ver a segunda temporada de “Without a Trace”, série que “descobri” há pouco tempo. Sei, sei que é tempo desperdiçado, que não vou aprender nada com isso... Mas... Eu quero!!!! Além disso, Clicquot adora quando eu respeito essa minha vontade – ele garante a “cama” (leia-se: minha barriga) para deitar.

Hoje, levei a dupla dinâmica para tomar banho na Pet e amanhã volto lá com o pirralho que está cheio de “pereba” na pele. Ser mãe é isso! Dar carinho, levar ao médico e colocar comida e água no potinho. Ai... Preciso marcar minha consulta médica para terminar o processo de renovação da carteira de motorista, tenho cinco fitas para decupar, tenho uma matéria para apurar e escrever, além de mais uma lista de afazeres... Mas e o “Without a Trace”?
Não, não fiz a fisioterapia que o ortopedista mandou (não fiz nenhuma sessão) ; não, não terminei de lavar as roupas; não, ainda não fui na manicure. Mas já comprei o presente do amigo oculto de amanhã! Tá! Ainda tenho que comprar presente para mais dois amigos ocultos (tudo do trabalho) e fazer a lista de presentinhos que darei neste Natal...

Estou com saudades das minhas amigas... Bocó, Lunne que está na Inglaterra, Vivi, Carlinha, Gel... Pelo menos, hoje vou matar a saudade de outro time: Carol, Simone e Vanessa. OBA!!!!!

Ah! Se você leu o post anterior e se assustou, fique tranqüilo (a)! Foi apenas um desabafo movido por “irritações” momentâneas... :) Nem tudo que a gente escreve no calor das emoções é verdade!

terça-feira, dezembro 4

Resolução para 2008 antecipada. Eu me rendo.



OK. Decreto hoje, dia 4 de dezembro de 2007, minha rendição. Está mesmo na hora de crescer e largar o ursinho de pelúcia que fica na cama. Tornarei o meu sarcasmo habitual, que sempre cultivei mais por hobby e por exercício mental, a minha filosofia de vida.

Chega de acreditar no sentimento puro, no amor verdadeiro, na duração intensa e sincera mesmo que temporária de um relacionamento. Opto a partir deste exato momento por destacar os sinais de que isso tudo é invenção de livro infantil. Celebremos o desejo carnal, os contatos frívolos, a fugacidade da vida e a intelectualidade moderna que contesta todos os “ismos” e “monos”. NÃO EXISTE MONO! TUDO É POLI E PLURI!

Vou me colocar acima de todos, sem me preocupar em ter cuidado com o sentimento alheio – afinal, o que vale realmente é o que EU penso e sinto, não é mesmo!? Ah! E quem sou eu para ter algum controle sobre o resultado? Agindo assim, lavo as minhas mãos e decreto a minha total impotência diante deste mundo sombrio e egoísta que habitamos. “Só estou sendo eu mesma”, direi a todos que se puserem no meu caminho. E se algo sair como eu não queria, basta olhar para o lado. Objetos de desejo aparecem e desaparecem ao sabor do vento.

Viva as pessoas que prezam pelos prazeres momentâneos! Viva as possibilidades infinitas que estão por aí! Usarei o meu radar jornalístico para estar sempre atenta, para não perder essas oportunidades... Ouvi dizer que é fundamental manter uma visão “macro” de tudo. Quero isso! A solidão serve para aqueles que não têm essa percepção abrangente de vida, porque, se existem tantas pessoas no mundo que podem nos fazer felizes, mesmo que por três minutos, não há como ficar sozinho!!! E limitar todo o seu campo a uma única opção é tolo. Medíocre. Pequeno. Atrasado. Insensato. Só mostra que você não é um ser evoluído.

O reducionismo é pobre e estamos cercados somente de convenções e padrões. Tudo que foge a essa premissa não merece atenção. O coração é apenas um músculo e as idéias valem mais do que tudo, mesmo que essas não sejam postas em prática. Mais uma vez: o que vale é falar, debater, destrinchar, insistir, esmiuçar, revirar, pisotear, decifrar, contestar, duvidar, mexer, remexer, exercitar, machucar, colidir, chocar, testar, confrontar! Instigue o outro a colecionar pontos de interrogação, isso é saudável! Viva a sinceridade mais desprovida de qualquer compaixão ou preocupação referente ao ouvido do receptor!!!!

Escolho o infinito, porque tudo é fulgás. Não existe “certo” ou “incerto”. Tudo são versões de coisa alguma. Elos e laços afetivos são amarras falsas, porque o instinto é o que sempre sobrevive. Mesmo que a gente tenha que chamar de "instinto" o que é planejado e premeditado.

quinta-feira, novembro 29

Uma viagem a outra cultura...


Elas não cansam de nos abordar. Insistem e persistem na tarefa de nos vender um ovo todo pintado, uma escultura, um chale. Como os produtos expostos por cada uma são exatamente iguais aos da concorrência que mora ao lado, ganha quem for mais persuasiva ou quem tiver o poder de cansar ou de deixar o potencial comprador mais sem graça. Se você decide negociar o preço, aí é que o diálogo é interminável. Se depender delas, a compra será realizada de qualquer jeito.

Se você pergunta para essas mulheres se são felizes, a resposta é afirmativa, mas você fica com a impressão de que, na verdade, aquele ato de sacudir a cabeça para cima e para baixo é apenas automático. No fundo, não sabem o que você está querendo dizer com o conceito de “felicidade”.

Enquanto isso, nas costas das artesãs/vendedoras, moram aqueles “filhotinhos de inca”: bebês e criancinhas de bochechas vermelhas devido à exposição ao frio, quase todos com aquele nariz escorrendo ou com a meleca já endurecida. Passam o dia inteiro presos às mães por intermédio daquelas mantas – acredito até que devam fazer xixi por lá mesmo. É uma pena saber que deixarão de ser fofos com o passar dos anos...

As crianças já mais crescidas vestem roupas típicas e passam o dia segurando ovelhinhas ou ao lado de llamas para ajudar suas mães na constante tarefa de obter soles (moeda local) dos turistas: elas se oferecem para tirar fotos em troca de umas moedas.

O povo peruano é simpático, alegre e vive praticamente para o turismo em um país que, definitivamente, não está acompanhando a evolução tecnológica do século XXI. Os habitantes que conseguem a oportunidade de estudar passam de quatro a cinco anos na faculdade para aprender cada detalhe sobre a história dos incas. Esse é o caminho para se tornar um guia turístico.

Não estou querendo dizer que são desconectados do mundo! Claro que é possível encontrar cafés com internet em Cusco, na capital inca, ou em Águas Calientes, que dá acesso a Machu Picchu. Na ilha Taquile, situada na cidade de Puno e onde moram apenas 2.500 pessoas, muitos consomem Coca-Cola – esse é um hábito estranho de se ver, porque os nativos, ao mesmo tempo, conservam tradições como a de usar acessórios e roupas que indicam, por exemplo, quem é solteiro ou casado. Além disso, a população segue regras conservadoras como a que proíbe qualquer um que não nasceu na ilha de exercer nela qualquer tipo de atividade, mesmo que seja para a sua própria sobrevivência.

Se você faz uma visita ao Mercado Central de Cusco, o impacto é muito grande. Nessa espécie de “Cobal peruana”, encontra-se desde mais de dez tipos de batata, milho roxo, até... cabeças de ovelha, galinhas penduradas, cuys (um bichinho pequeno e fofo), alpacas, etc – tudo exposto nas bancadas, sem a menor higiene, enquanto os filhotinhos de inca brincam ali perto, próximo às poças de sangue desses animais já secas no chão. Não sou nem um pouco fresca, mas a cena depois de um tempo acabou me enjoando. Não foi a imagem dos bichos mortos em si, mas todo o cenário: uma realidade que realmente me chocou.

Esqueci de falar do trânsito: não existem regras. Preferência? O que é isso? Vence quem for mais rápido e corajoso. A ordem é buzinar, buzinar, buzinar e fazer o que quiser. Não é à toa que passei grande parte do tempo que fiquei dentro de táxis com os olhos fechados. Sem falar que a frota de veículos do país deve ter sido adquirida antes dos incas pensarem em existir...



Mais do que conhecer os vestígios do império inca e sofrer com o soroche, ao viajar para a alta altitude de Cusco, Machu Picchu e Puno, você ganha a chance de ver que existe muito, mas muito mais, nesse mundo do que essa vidinha ocidental e confortável que a gente vive.

Por trás da ignorância desse povo, resultante da falta de acesso à educação, existe uma história que vem sendo estendida e preservada, que dá as costas para qualquer debate sobre inovação, economia de mercado, ou aquecimento global. A impressão que dá é que essas pessoas só querem manter seu direito de continuar no mesmo lugar, produzindo suas chompas de alpaca, se reproduzindo e juntando dinheiro para se alimentar.

Os diversos sorrisos que obtive deles nesses oito dias que fiquei lá me incomodaram. Isso porque fui obrigada a sair da minha zona de conforto para refletir. “Como eles conseguem ser tão simpáticos com essa vida que levam?”, me perguntei diversas vezes. Acabei concluindo que estava fazendo a pergunta errada, baseada em suposições pré-conceituais. QUEM DISSE QUE A VIDA QUE A GENTE LEVA É MELHOR?

(Vou postar dicas de viagem para esses locais que visitei... Aguardem!)

domingo, novembro 11

quarta-feira, outubro 24

A Semente da Vitória


Tenho que tirar o chapéu (não vou falar do menininho de novo não...) ! Sempre tive implicância com livros de auto-ajuda e, por conseqüência com obras cujos títulos parecem ser de auto-ajuda... Mas ultimamente tenho me surpreendido positivamente...

Neste ano, li “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas”, de Dale Carnegie, um livro da década de 30, mas super atual. Comprei-o contrariada, após a promessa de um professor de que o livro era realmente bom. E é! Mas não quero falar dele hoje...

Ontem, num impulso, entrei na livraria do trabalho e comprei “A Semente da Vitória”, do Nuno Cobra. Lembro de ter assistido à parte de uma palestra dele, no ano passado, em um desses eventos que freqüento, e de ter lido recentemente um artigo dele no Valor, mas nunca me aprofundei muito...

O fato é que comecei a ler o livro ontem à noite e já devorei mais da metade. Foi difícil parar para dormir e só o fiz porque ele mostra como são importantes as nossas horas de sono.

Nuno diz que quem não está doente não necessariamente tem saúde. Uma vida saudável é sinônimo de investimento em três importantes pilares (ordem decrescente de importância):

1- Sono
2- Alimentação
3- Exercícios

A partir desse pressuposto, de uma maneira didática, ele explica o porquê de alguns "conselhos" que lemos e ouvimos diversas vezes – “Durma cerca de oito horas por dia”, “Para emagrecer, é preciso comer em intervalos de, no máximo, três horas”, etc.

O livro chama a atenção para o fato de que “o cérebro é burro”. Por ser apenas um “processador de dados”, o que ele ouve de você é tomado como a mais pura verdade. Daí surge a força das palavras e do pensamento – se sai da cama dizendo que o dia vai ser ruim, o seu cérebro acredita e começa a liberar em seu organismo substâncias que são verdadeiros venenos, que vão te ajudar a ficar mal-humorado, cabisbaixo e, provavelmente, seu dia não será legal. O contrário também é verdadeiro. Parece auto-ajuda? A diferença é que Nuno Cobra ressalta que não adianta apenas ter pensamentos positivos. É PRECISO FAZER.

Sair da zona de conforto da rotina dá trabalho e requer disciplina e determinação. O preparador físico destaca também que movimentar o corpo e se exercitar é o mesmo que aprender a controlar suas emoções e a se sentir mais feliz – corpo e mente teriam conexão direta. Nuno aborda como é difícil adotar novos hábitos em nossas vidas, já que tendemos a nos auto-boicotar.

Ainda não terminei, mas o livro está sendo inspirador! Hoje, às 7h, antes do mundo despencar com esta chuva toda, lá estava eu: pedalando na academia com o “A Semente da Vitória” na minha frente (mas depois larguei o livro e fui correr, tá!?) !

terça-feira, outubro 23

Esta é engraçada...



Olha a cara de irritado do menininho inglês... A legenda é "eu só queria ser o Harry Potter". Na tentativa de se tornar o bruxinho da moda, Charlie, de três anos, não pensou duas vezes e colocou um cone de trânsito na cabeça. Só que não estava em seu script que o "chapéu" ficaria preso. A mãe do aprendiz de feiticeiro teve que chamar os bombeiros e foram precisos três homens para tirar o cone...

Acabei de ler esta matéria, que saiu no Daily Mail (e foi reproduzida pelo Globo Online), e um riso foi inevitável... Fez um contraponto com as notícias lidas anteriormente...

Simplesmente é difícil começar o dia de bom-humor neste país:

Hospitais empregam furadeiras em cirurgia” e “Leite adulterado com soda leva PF a prender 27”. Eis as manchetes do jornal O Globo desta terça-feira.

Por falta de equipamentos próprios, neurocirurgiões de quatro hospitais estaduais (do Rio) estão utilizando furadeiras de marcenaria para abrir cérebros e ainda reutilizam “brocas descartáveis”. Do outro lado da sala de Justiça, a Polícia Federal descobriu que cooperativas de Minas Gerais estavam adulterando leite longa vida com... soda cáustica e água oxigenada...

O que fazer num país como este?