sexta-feira, maio 8
I am back
Iniciei um novo ciclo, que começou rapidamente logo após os 30! Que todas as experiências, boas e ruins, sirvam para me dar discernimento e maturidade suficientes para viver intensamente tudo de bom que a vida tem a nos oferecer!!!
quinta-feira, fevereiro 5
"No mundo atual está se investindo cinco vezes mais em remédios para a virilidade masculina e silicone para mulheres do que na cura do Mal de Alzheimer. Daqui a alguns anos, teremos velhas de seios grandes e velhos de pinto duro, mas eles não se lembrarão para que servem."
quarta-feira, fevereiro 4
Yin e Yang
Às vezes, a vida pessoal está uma maravilha, mas você brigou com uma pessoa no trabalho. A dieta vai bem, mas sua preguiça te impede de ir à academia. Você vai encontrar uma amiga que não vê há séculos, mas no meio do caminho arranham o seu carro... Ah! Faz parte, não faz???
"A verdade é que não há verdade." (Pablo Neruda)
sábado, janeiro 31
Escolho escolher! :)
A renovação é uma das grandes magias desta vida. É preciso existir épocas em que o dia parece eternamente nebuloso e sombrio para que você valorize mais o brilho do sol quando essas fases ruins vão embora. É necessário chorar, se sentir mal e solitário e sofrer porque não vai conseguir o que deseja, mesmo que o desejo seja o maior do mundo, para que venha a sensação de “poxa, é assim mesmo... Vamos em frente!” e surja o sorriso despretencioso de novo no rosto.
E um ciclo precisa fechar para que outro se inicie. E mesmo que o anterior tenha levado um tempo para ser finalizado, o lugar dele é na página anterior, não na atual. As boas lembranças ficam, assim com as ruins passam pelo processador e se transformam em sabedoria. Que o tempo entre na equação e faça o seu papel.
Negar o novo, tentando manter a roupa velha colada ao corpo, é uma opção. Mas definitivamente não para mim. Assumo minhas escolhas, ESCOLHO com prazer. Levo um tempo para me desfazer de uma, mas quando finalmente “desescolho”, sigo em frente, feliz, leve, com sensação de dever comprido. Não gosto de observar a vida em cima de um muro. Quero vivê-la!!!!!!!!!
Ando sorrindo com a leveza de uma criança de 9 e com a serenidade de uma mulher de quase 30...
terça-feira, dezembro 16
Hoje é dia de show!!!!

dai-me uma guitarra
um flamenco a contagiar-me
uma guitarra para os meus braços
e ancas dançarem livres
uma carmem as cordas rascantes,
as palmas e os tacos a marcarem o solo e o ritmo.
o ritmo na ponta do corpo
um copo de vinho
bebido sobre o riso
e as mãos a marcarem a intenção
de matar ou morrer de amor
a vida da música
dai-me!
terça-feira, dezembro 9

Meu dia no divã começou assim hoje.
Foi uma daquelas sessões em que você entra dona de si e “equilibrada”, mas logo a psicóloga te dá uma rasteira e te mostra que Freud sempre lê nas entrelinhas...
quinta-feira, novembro 20
A vida tem me mostrado que as boas surpresas só aparecem mesmo quando não estamos esperando... Não funciona abrindo os braços, e pedindo em voz alta para o céu "dê-me algo surpreendente!"
Venho descobrindo que ADORO ser mimada... E ADOREI... Bem, quero ficar mais vezes quieta e concentrada na montanha-russa!
terça-feira, novembro 18
Termina um ciclo. Que comece um novo! :)
A sintonia entre duas pessoas termina porque ela acaba. Foge de uma explicação milimétrica ou de uma causa cronologicamente detectável. Da mesma forma que o desejo de estar junto se alimenta de pequenos e grandes momentos, de pactos firmados no silêncio, da cumplicidade que brota naturalmente, e da decisão de acreditar que o outro é especial porque o outro te faz muito bem; o enfraquecimento do “a gente” ocorre aos poucos, em pequenos desentendimentos, em alguns excessos de individualidade sucessivos, em tênues interrupções de encantamento, na divergência de planos.
Assim como muitas vezes não queremos ver que estamos cada vez mais envolvidos com aquela pessoa que conhecemos há pouco tempo e afirmamos sem convicção “não, não estamos levando a sério coisa alguma"; quando o gráfico do desejo inverte sua curva e começa a declinar, também demoramos a querer enxergar o início e o meio do fim – o que dirá declarar a sua morte, como fazem os médicos ao constatar que o paciente já não respira mais na mesa de operação. É triste, é doloroso, mas na maior parte das vezes, inevitável. É preciso encarar de frente a verdade universal: somos impotentes em muitos casos e a sabedoria está justamente em reconhecer quando chegou a hora de "jogar a toalha" e dizer "que puxaaa..."
Até existem técnicas de ressuscitamento... Acho que conversar ajuda. Mas devo dar um conselho, baseado em experiência própria: falar demais tem efeito contrário. Não esclarecer as coisas nunca é bom, porque acaba gerando desentendimentos, mas a verborragia é prejudicial à saúde de qualquer relação. Se você tenta explicar e prever até o que não aconteceu ainda e talvez nem aconteça, não sobra espaço algum para o inusitado desta nossa vida, para a mágica do indescritível...
Anyway. É sim difícil, bem difícil, abdicar de um desejo que a gente quis muito, construído dia a dia. Dói. E às vezes as pessoas se apegam a ele, exclusivamente a ele, quando tudo à sua volta já se foi, quando já “NÃO DÁ, NÃO ROLA MAIS”. E o que ficam são as lembranças dos bons momentos que, com o tempo, serão mais um punhado de doces memórias no nosso livro que começamos a escrever assim que nascemos. Mas até lá... leva tempo, meu caro. É um PRO-CES-SO. Não dá para pular etapas. As dores do coração nunca serão tranqüilas, mesmo para aqueles que decidem “congelar” o outro, “matar” o outro. A dor continua ali, mesmo mascarada, mesmo escondida e ainda mais difícil de ser alcançada pelo metiolate do tempo.
Bem...Pode ser que demore menos tempo do que você imaginou... Quem sabe? Quem sabe se já já surge um “novo projeto”? Mas de novo: nada disso é previsível. Viver não é previsível. E a grande graça, pelo menos para mim, é QUERER. É o mais importante verbo da vida.
segunda-feira, novembro 3
O findi
Lindo texto da Martha Medeiros...
Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade.
Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Doem essas saudades todas. Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido às aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando.
Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer.
sábado, novembro 1
Sometimes you just have to breath
"There's a light at each end of this tunnel
You shout cause you're just as far in as you'll ever be out
And these mistakes you've made
You'll just make them again if you'll only try turnin' around
2 AM and I'm still awake writing this song
If i get it all down on paper it's no longer inside of me
Threatening the life it belongs to.
And I feel like I'm naked in front of the crowd
Cause these words are my diary screamin' out aloud
And I know that you'll use them however you want to.
But you can't jump the track
We're like cars on a cable
And life's like an hourglass glued to the table,
No one can find the rewind button now
Sing it if you understand...yeah breathe
Just breathe, oh oh breathe, just breathe, oh breathe,
just breathe, oh breathe, just breathe..."
(Anna Nalick / "Breath")
Sumi, mas voltei!
Enfim... Não vim aqui escrever durante todo esse tempo, porque sentia que não havia muita coisa a dizer. Mas agora voltei!!!!!!!!!! Fiz o que aconselhei minha amiga a fazer, no post anterior. "Tamos na área." :)
terça-feira, setembro 2
Recado a uma GRANDE amiga!
Nossas células se comunicam e produzem substâncias o tempo todo. Quando temos pensamentos bons, ou relembramos experiências prazerosas, a tendência é nos sentirmos melhor. Não é apenas um processo psicológico, mas químico: substâncias relacionadas a esse estado de alegria são liberadas com o objetivo de mantê-lo. O problema é que o contrário também ocorre. Se você entra no que eu chamo carinhosamente de “onda errada”, é difícil sair, porque suas células vão produzindo e sendo “contaminadas” por substâncias que se encarregam de te deixar cada vez mais para baixo. E aí um pensamento ruim leva a outro, que chama o outro, que grita por um pior e, quando você vê, o chão é pouco.
Mas há ainda um agravante: se nos habituamos a manter pensamentos negativos que alimentam essa “onda errada”, nosso corpo começa a ser programado para manter esse processo mais vezes e por mais tempo. E o que acontece? A “onda errada” se transforma em uma verdade absoluta tão forte que você se acha culpada (o) de tudo, ruim em tudo, vítima do mundo, a pessoa mais azarada do mundo e com um futuro péssimo pela frente. As conexões cerebrais já foram bem abaladas e só um grande esforço e uma grande força de vontade te farão sair dessa. Nos casos mais brandos, isso se chama “estado deprimido”; em casos mais graves, depressão.
Antigamente, eu não tinha “onda errada”: eu tinha verdadeiros “furacões”. Eu permitia que a minha imaginação fluísse para os caminhos mais tenebrosos e tortos, fazendo com que o meu mundo ficasse preto e branco num piscar de olhos. Era péssimo. Uma sensação de “falta de chão”. Tudo alimentado pelo meu costume de supor coisas, de ansiar por descobrir o que está por vir e... POR ME AGARRAR À VONTADE DE QUE AS COISAS ACONTECESSEM DO JEITO QUE EU TINHA ESPERADO E DE QUE AS PESSOAS AGISSEM DE ACORDO COM O MEU SCRIPT.
Depois de bater muito com a cabeça, vi que eram sofrimentos aos quais eu mesma estava me submetendo. Tudo/nada, princesa/plebéia, festa/guerra... Durante anos, eu só soube (ou escolhi, Who knows?) viver nesse esquema de 8 ou 80. Essa gráfico com fortes oscilações é muito prejudicial.
Você não controla o mundo, não decide pelas pessoas e nem é o centro do universo. Essa descoberta é simplesmente libertadora e calmante. Por outro lado, você tem o imenso poder de fazer as suas próprias escolhas, de conversar com a sua própria mente e pedir para ela pegar leve de vez em quando. Você é o CENTRO DO SEU UNIVERSO. Você é mais forte do que qualquer padrão de comportamento praticado anos a fio. Dá trabalho, mas é possível mudar. O ponto de partida é dizer a si mesma: EU POSSO, EU QUERO.
Observação: Dos furacões já consegui me livrar, mas de vez em quando dou uma escorregada e onda errada aparece. No entanto, estou cada vez mais treinada em transformá-la em marola.
Por que preto e branco?
Acordei irritada também comigo. Ando aproveitando pouco o meu tempo. Fazendo mais do mesmo. Quanto mais eu ficar na frente da TV assistindo DVDs de seriados americanos, mais terei essa sensação de que já já farei 30 (isso é um fato, março já já chega) e não fiz o que queria fazer antes de virar balzaca.
Li um texto uma vez que dizia que devíamos viver algo diferente a cada dia. Não precisa ser um grande acontecimento, basta ser uma experiência que seja legal o suficiente para você ter vontade de registrá-la e eternizá-la de alguma forma em uma fotografia. Quero adotar essa filosofia.
Aiii! Estou mal-humorada!!!! Principalmente depois de ter lido o meu post anterior. Cadê a malhadora?
quinta-feira, agosto 14
Corpo são, mente sã!

A malhação esta semana tem sido bem divertida. Nada melhor do que se exercitar em boa companhia! E o que tem me feito bem também é essa sensação de que estou conseguindo “esticar” os meus dias, de que meus dias úteis não são feitos apenas de trabalho, computador... Como estou me sentindo saudável!
terça-feira, agosto 12
Perspectiva
Há momentos felizes e momentos tristes. Faz parte. Cabe a nós entender essa dinâmica e lidar com ela da melhor maneira possível. Para mim, a grande sabedoria está em saber vivê-los intensamente, mas com desprendimento, pois cada um deles... vai passar. Demorei muito para enxergar isso, mas hoje essa perspectiva faz cada vez mais parte de mim.
É necessário usar periodicamente a nossa balança de valores para dar peso às coisas e às pessoas. O primeiro passo é perceber e entender que dar ao outro o poder de TE fazer feliz ou de TE realizar é no mínimo injusto com o outro e a garantia de decepção e infelicidade.
Acho que andei lendo muito Osho, Eckhart Tolle, Nuno Cobra... Apesar das linhas e pensamentos diferentes, todos eles batem na mesma tecla, de uma forma ou de outra (e eu concordo):
O que existe é o presente. O passado é sempre reinventado e reescrito por nós, nunca lembramos dele da forma como ele de fato foi. O futuro é apenas uma convenção humana – na verdade, ele nunca vai chegar. O que existe é o presente. Seja feliz no presente. Busque a paz de espírito no presente.
Quando consigo essa paz, comemoro e me sinto bem-sucedida. Quando bate ansiedade ou tristeza, presto atenção e espero elas irem embora, tentando aprender algo com a sua visita. Na prática, não é fácil. É um baita exercício de autoconhecimento e, muitas vezes, eu erro na mão. Mas não desisto nunca!
sexta-feira, julho 25
Quero contemplar a beleza da vida.
sábado, julho 12
quinta-feira, junho 5
Adeus ao Canalha Amarelo (crônica da Cora Ronai)

* * *
Ao longo dos anos, como costuma acontecer com os gatos, o Mosca ganhou alguns apelidos. Foi Leão da Savana porque até hoje estou convencida de que, quando sonhava, se via no alto dos seus domínios, o rei do pedaço; além disso, vivia à espreita, sempre à espera de algum gato, perna ou brinquedo para o bote. E foi, sobretudo, o Canalha Amarelo, porque, como todo malandro de botequim, era, de fato, um perfeito canalha.Era a paixão das cozinheiras, que cortejava com a maior desfaçatez. Quando estávamos comendo, sentava-se à mesa, olhando para um ponto qualquer no horizonte, como se nada do que estivesse sendo servido o interessasse ou lhe dissesse respeito. Mas bastava que a Bia ou eu nos distraíssemos que, zás! lá vinha a pata cheia de unha, rápida como o raio, roubando um bife ou um pedaço de frango. O dono da pata voava com a presa para o quarto, onde se enfiava debaixo da cama, no único ponto da casa em que braço algum conseguia alcançá-lo -– e lá se fartava com a caça. É claro que não nos distraíamos sempre, para que ele não perdesse a emoção da aventura; e é claro, também, que sempre corríamos atrás, aos gritos, como se estivéssemos muito zangadas.
* * *
Mosca teve duas grandes paixões: Mamãe e a Tutu, uma gatinha ainda mais vira-lata do que ele, que a Bia trouxe da rua um ou dois anos depois. Foi amor à primeira vista. Os dois viviam juntos, dormiam abraçados, trocavam manifestações constantes de carinho. Era comovente vê-los juntos.O caso com Mamãe foi mais complicado. Começou quando ela passou uma temporada aqui em casa, e o Mosca decidiu adotá-la. Seguia-a por toda parte, dormia no seu quarto e fazia cenas de ciúme quando outro gato tentava filar carinho. Um dia, Mamãe voltou para o sítio. O Canalha Amarelo ficou visivelmente abalado. Expliquei que Mamãe mora em Friburgo, que só esteve aqui de passagem, que não era nada pessoal, mas não adiantou. Quando ela reapareceu, meses depois, fez questão de ignorá-la. Não houve agrado ou suborno escancarado da Mamãe que o fizesse mudar de idéia. Com o tempo, felizmente, a atitude intransigente passou; o Mosca não era de guardar rancor. Mas, pelo sim pelo não, nunca mais se dedicou a bípede algum como se dedicou a Mamãe, naqueles meses cariocas.
* * *
Em março passado, caiu doente. O diagnóstico, peritonite infecciosa felina, era uma sentença de morte. A doença é altamente contagiosa entre gatos, mas como os da Famiglia vivem juntos há tantos anos, achei que isolá-lo dos demais seria não só inútil, como cruel: tirar a sua qualidade de vida, justo no fim, era coisa que eu não faria. Graças ao dr. Allecx Ferrari, ainda ganhou dois meses bem razoáveis. Estava fraquinho, mas curtia o sol que entrava pela janela, comia com apetite, tinha energia suficiente para pular para os seus cantos prediletos e, sobretudo, passou muitas e muitas horas abraçado com a Tutu.Na sexta passada, nem o barulho de latas sendo abertas na cozinha o estimulou a deixar seu cantinho. No sábado, o quadro se agravou além de qualquer esperança: já não conseguia sequer se manter de pé. O Canalha Amarelo despediu-se pouco depois da meia-noite, quietinho, no meu colo. Manteve até o fim o brilho no olhar que, 15 anos antes, me convenceu que, apesar da aparência singela, no peito daquele gatinho batia o coração de um Leão da Savana. (O Globo, Segundo Caderno, 5.6.2008)
quinta-feira, maio 29
Acordei chateada, porque estou sempre pronta a dar apoio às pessoas que amo, a estar por perto, a ouvir, mas não tolero mais esse A de eterno. Posso seguir o caminho que for, mas escolho NÃO andar em círculos. O que ouvi ontem à noite me remeteu a essa “vida circular”. Essa sensação de que as coisas não andam para frente, ou de que a percepção de que elas estão caminhando para frente é equivocada... Isso me dá um nervoso. As mesmas afirmações, apenas disfarçadas de conteúdo novo, as mesmas indagações a cerca do que se é e do que se quer, as mesmíssimas questões... E o pior: reflexões que nada tem a ver comigo, mas que acabam vindo na minha direção de forma afiada, disfarçadas de questionamentos momentâneos.