quinta-feira, março 8

Uma aventura inesquecível...

Uma noite de sábado singular. O que você estava fazendo no sábado seguinte ao Carnaval? Curando sua ressaca? Descansando? Bebendo todas num bar ou numa boate?

EU ESTAVA ESCONDIDA NO MEIO DO MATO ESPERANDO 50 OVELHAS SEREM ENLAÇADAS E ARRASTADAS POR UM RIOZINHO POR PEÕES MONTADOS A CAVALOS...

É que elas têm medo de nós seres humanos. Sério! Não estou brincando! Na sexta, um dia anterior, dirigi uns 40 quilômetros de uma estrada que faz da serrinha que leva à Visconde de Mauá uma verdadeira via asfaltada. Buracos e pedras para todos os lados. Mas não é só isso: cheguei a atravessar um riozinho de carro.

O outro obstáculo foi uma pequena ponte – pequena, porém alta. Meu carrinho sofreu muito para passar por ela e sem esquecer de que havia um leve risco do veículo ir parar no rio, caso eu bobeasse na direção. Já estava anoitecendo, quando joguei a toalha e aceitei o fato de que não daria para passar com o carro em um determinado trecho, repleto de galhos, pedras e buracos.

Saí do carro contrariada, já que o deixaria sozinho no meio do nada e a travessia foi retomada a pé, com a ajuda de “Zé Chato”. Frio, apenas a lua e uma pequena lanterna iluminando o caminho e aqueles sons peculiares que fazem parte de um cenário “natural”. Quando eu me perguntava que diabos eu estava fazendo ali, deparo-me com um rio pelo qual só era possível passar “pulando pedras”. Cansada, toda doída da estrada esburacada, mal-humorada e ainda sem a MENOR vontade de brincar de Mario Bros, anunciei que eu não queria continuar o percurso.

Ficamos ali, sei lá, uns 15 ou 20 minutos, parados no MEIO DO NADA, ligando a lanterna de vez em quando, para não gastar a pilha, só para checar se algum bicho se aproximava. Quando finalmente resolvemos onde ficaríamos, tivemos de retornar e passar por alguns obstáculos de novo. Dormimos na casa do caseiro de um chinês que não conhecíamos. É isso mesmo. Uma casa super simples, sem piso, com fogão a lenha. O caseiro e sua esposa nos cederam o colchonete de casal que eles costumam dormir e ficaram com um de solteiro.

Acordei no dia seguinte, no sábado em que me escondi à noite das ovelhas, com galinhas, cabra e os cachorros fazendo uma espécie de reunião matinal. Minha tarde foi repleta de caminhadas no meio do mato, com direito a ter de passar por uma ponte que, na verdade, era um galho grosso de uma árvore que uma ventania derrubou. As pernas tremeram e foi preciso a ajuda do casal anfitrião – enquanto o cachorro nativo ia e vinha da “ponte”, como se debochasse da minha total incapacidade de brincar de aventura.

O fim do mundo está bem próximo de nós cariocas. Não, não estou dizendo que o mundo vai terminar, não é isso. Conheci o local onde Judas perdeu suas botas, tão citadas por aí. E digo: elas devem ter afundado em um daqueles buracos, ou ovelhas e cavalos devem ter passado por cima delas. Ah! Esqueci das cabras. Bom, a escuridão também pode ter contribuído para essa perda. Na verdade, o próprio Judas nunca mais foi encontrado.

Um comentário:

sandro barretto disse...

Vem cá... seu carro é o Fiat Idea normal ou o Adventure?? ;-)
Que bom que vc voltou a blogar.
A gente se lê.
bjin