quinta-feira, maio 29

Acordei chateada. Uma sinusite que já dura exatos dez dias, a segunda crise em um período de um mês e meio, está me deixando bem mal. É muita pressão no rosto e dor de cabeça. Mas acordei particularmente chateada hoje, porque se tem uma coisa nesta vida que abomino é a reprise, a repetição, o “andar em círculo”. Vivi muito tempo de acordo com esse sistema, que me foi imposto. Conheço todas as suas regras, as suas nuances, as suas armadilhas, as suas máscaras. Passei praticamente sete anos da minha vida me referindo a ele como “o A de eterno” (nem sei por que A, se a palavra “eterno” não tem A).

Acordei chateada, porque estou sempre pronta a dar apoio às pessoas que amo, a estar por perto, a ouvir, mas não tolero mais esse A de eterno. Posso seguir o caminho que for, mas escolho NÃO andar em círculos. O que ouvi ontem à noite me remeteu a essa “vida circular”. Essa sensação de que as coisas não andam para frente, ou de que a percepção de que elas estão caminhando para frente é equivocada... Isso me dá um nervoso. As mesmas afirmações, apenas disfarçadas de conteúdo novo, as mesmas indagações a cerca do que se é e do que se quer, as mesmíssimas questões... E o pior: reflexões que nada tem a ver comigo, mas que acabam vindo na minha direção de forma afiada, disfarçadas de questionamentos momentâneos.
Não posso mudar a cabeça das pessoas, sou impotente nesse sentido. Mas posso sim escolher o que quero fazer diante de determinadas posturas e declarações. Ai...Isso tudo produz pus nas minhas "cavidades paranasais". E não quero isso para mim. Definitivamente, não. Volto ao post anterior: prefiro o silêncio.

sexta-feira, maio 2

Xiiii! Silêncio!


A sutileza do silêncio. Alimento-me dele todos os dias. É a partir dele que me observo, me noto, me sinto viva. Acha que sou esquisita? Adoro!

Quando era mais nova, achava que o silêncio era simplesmente uma comprovação de um espaço vazio e me sentia na obrigação e com o poder de preenchê-lo. Quando no meu primeiro ano de terapia a psicóloga praticamente me mandou calar a boca (“Ué! Mas eu não venho aqui para falar?”), percebi que a minha percepção talvez estivesse um pouco “embaçada” ou talvez cheia de ruídos produzidos pelo meu “excesso de fala”. Hoje, entendo tão bem o que ela quis me dizer...

Conheço pessoas que falam o tempo inteiro, sem ao menos pensar no que estão falando. Indivíduos que têm opinião absolutamente sobre tudo e expõe seus pontos de vista como se fossem verdades universais. Entendem de tudo: desde as combinações de cromossomos a Domingão do Faustão. Se você se preocupa 24 horas por dia em afirmar e reafirmar o que “pensa” sobre as coisas, sobra tempo para pensar mesmo, para refletir, para se dedicar à pura percepção do mundo a sua volta?

Pergunte aos meus amigos e eles te dirão que me incluo no grupo de pessoas que falam muito. Gosto de me comunicar, sou curiosa para saber o que se passa na cabeça do outro, instigo, pergunto. Policio-me para não protagonizar monólogos. Ouvir às vezes é mais enriquecedor, principalmente se o seu interlocutor domina mais o tema daquela conversa que você. Quando isso acontece, viro entrevistadora. Alimento-me do que ouço.

Por outro lado, não tenho paciência para pessoas que dão voltas, que são prolixas, ou que fingem saber algo que não sabem. Se você não tem algo a dizer, simplesmente não diga. Volto para a primeira frase: a sutileza do silêncio.

Sou uma comunicadora por profissão e por vocação, mas tenho valorizado o silêncio cada vez mais. Como é bom chegar em casa à noite, depois de um dia de trabalho, e ouvir... o som do silêncio. Ele é rico, te proporciona entrar verdadeiramente em contato com você. Se um milhão de pensamentos surgem, deixe eles fluirem sem tentar controlá-los. Mas para falar a verdade gosto mais quando passo alguns instantes como se minha mente estivesse “esvaziada”, como se eu apenas existisse. Só. São poucos os momentos em que isso acontece e só percebo depois que eles já se foram. Como é bom!

Por falar em silêncio, no fim de semana passado fui assistir a “Fôlego”, filme do coreano Kim Ki-Duk. O longa-metragem é repleto de silêncios que preenchem a história. O sofrimento silencioso da mulher que decide buscar no presidiário a atenção que não consegue obter do marido e, ao mesmo tempo, a sua cantoria caricatural quando está com o preso... As cenas dos encarcerados não têm diálogo e, mesmo assim, são cheias de significado.

E você? Aprecia o silêncio para recarregar as baterias?

sexta-feira, abril 25

"O gato não oferece favores. Ele oferece a si mesmo. Claro que ele quer cuidado e abrigo. Não se consegue amor em troca de nada. Como todas as criaturas puras, os gatos são práticos."

William Burroughs

terça-feira, abril 22

Gentileza na Livraria da Travessa

Preciso dividir isto com os meus 2,4323 leitores...

Na semana passada, estava eu fugindo da chuva no centro e tendo que fazer hora, quando decidi entrar na Livraria da Travessa da Avenida Rio Branco...

Assim que entrei, um segurança veio ao meu encontro, com um sorriso nos lábios, e um saco plástico: "Senhora, quer guardar o seu guarda-chuva?" Fiquei um segundo muda tentando absorver tamanha gentileza... Não só aceitei, como o elogiei.

Logo depois, olhei em volta, dentro da livraria, e vi que o ambiente realmente estava todo sequinho e que a paz reinava, ao contrário do caos urbano que eu havia deixado há instantes... Em vez de dez minutos, acabei ficando meia hora e saí de lá com dois livros.

As livrarias deveriam investir mais na simpatia e gentileza de seus seguranças para aumentar suas vendas!!!! :)

domingo, abril 20

O que você sente será sempre seu, exclusivamente seu. Os outros, uma incógnita.

quinta-feira, março 27

Solidão ou egocentrismo?

A certeza de se estar sozinho no mundo, de ser solitário em seus próprios sentimentos, é constantemente difundida pelos psicólogos na ânsia de dar um conforto aos pacientes – “Está se sentindo só? Não se preocupe, é assim mesmo.” A constatação está lá no último livro do Irvim Yallow que eu li, “Carrascos do Amor”.

Concordo com a afirmação. Por mais que se tente expressar em palavras o que nossas emoções estão nos dizendo internamente, é impossível fazê-lo com fidelidade total. É como um amigo me disse ontem, numa conversa temperada com uma boa taça de vinho: “Às vezes, o silêncio fala muito mais do que diversas palavras.” Acredito que é por isso que ando tão reticente em hablar.

Estou com a sensação de que as pessoas neste mundo estão tão preocupadas com o seu próprio umbigo, com seus próprios problemas, com as suas próprias necessidades, com os seus próprios pensamentos e sentimentos que o ato de tentar compartilhar o que se passa comigo parece tolo e em vão. Aliás, seguindo esse mesmo raciocínio, essa teoria de que somos, no fundo, um bando de sozinhos co-habitando o mesmo planeta parece simplesmente redundante.

Ouvi há poucos dias que tenho um jeito “apaziguador”, estou sempre buscando o “meio do caminho”, uma forma de evitar o confronto entre pessoas que gosto e entre mim e essas pessoas. Procede. Ao refletir sobre os seis anos e meio de terapia que fiz, lembro que diversas vezes a psicóloga disse que minha disposição em entender o outro é muito grande e que o perigo é acabar esquecendo do que EU quero.

Pois é. Venho pensando exatamente sobre isso: quem eu sou, o que eu quero, quando é preciso dizer não, etc. Mas aí corro o risco de cair na armadilha de virar uma pessoa auto-centrada como aquelas que descrevi no terceiro parágrafo, não!? Não, se de fato o meu problema for o oposto, o de ser extremamente compreensiva com tudo e com todos.

Por estar com todos esses pensamentos e indagações sobrevoando minha mente e meu coração, sinto-me cansada, triste e sem vontade de falar. Além de correr grande risco de não ser ouvida, tudo que vou ouvir, tenho certeza, são mensagens como “o mundo é assim mesmo”, “sou assim mesmo”, “você precisa entender que...”.

Ao que tudo indica, ninguém mais presta atenção no outro, no que o outro está pensando, no que o outro está sentindo e qual é a nossa participação nisso tudo. Parece que o tempo anda tão escasso que ninguém quer mais desviar o seu próprio caminho um pouquinho para deixar o outro feliz ou contente. “Minha função no mundo não é essa” – claro. Outra frase que está no manual. Pois é. Ou virei peça de museu, ou, no fundo, sou a mais egoísta de todos e ainda não descobri.

sexta-feira, março 7

Escolhas

A auto-análise sobre as nossas escolhas é sempre muito difícil. Há tantas possibilidades e tantos caminhos a percorrer... Quando se tem 15, 18 anos, não há tempo e talvez nem amadurecimento suficiente para fazer esse exercício. Vai se vivendo, assim simplesmente. Experimentando, testando, sentindo e curtindo...

Mas quando se chega perto dos 30 anos a visão de mundo inevitavelmente muda. Já fizemos muita coisa, já experimentamos muita coisa e ainda temos muito tempo para novas experiências. Só que a inconseqüência já não existe mais e, mesmo quando queremos jogar para o alto qualquer tipo de planejamento ou de reflexão sobre o que vamos fazer e agir impulsivamente, já é diferente do que fazíamos na época da faculdade. O impulso já é, em si, resultado de uma decisão prévia de não querer olhar para o depois naquele momento. Ou seja, a idéia de passado e futuro já está entranhada na gente, o que foi conta sim e o que será é uma certeza, apesar de não sabermos seu formato, cor ou tamanho.

Por outro lado, perto dos 30 anos já temos ferramentas que nos permitem relativizar acontecimentos e emoções, sejam eles positivos ou negativos. A consciência sobre a temporalidade e o efêmero, se bem empregada por nós, vale ouro. A certeza de que tudo vai passar – amores, empregos, dores de dente, pele macia e lisa, momentos felizes, tristezas repentinas, paixões avassaladoras – nos ensina como funciona esta nossa vida que, muitas vezes, parece ser tão poderosa e, ao mesmo tempo, tão frágil.

Podemos tentar reverter resultados, afinal, só a morte não tem mais jeito. Se um caminho que parecia ser de pedras amarelas se mostrar cinzento, volte. Retorne ao ponto de partida, ou busque um atalho no meio do percurso. Mas as experiências vividas ao optar por um rumo, ao decidir voltar em um dado momento, ao tomar uma determinada atitude, essas ficam. São como carimbos no passaporte. Você pode até não ter gostado da cidade visitada, não ter aproveitado nada do passeio pois estava com a cabeça em alguém ou em outro lugar. Mas não tem jeito: o selo de cada alfândega está lá...

Já quis ser muitas pessoas na minha vida e continuo ainda querendo ser tantas outras – falo em “perfis” diferentes e não em seres específicos que conheço. Um dos meus grandes medos é me limitar a determinadas escolhas e não enxergar outras bem mais atraentes.

Talvez seja por isso que estou sempre me perguntando se é hora de me reinventar novamente.

quarta-feira, março 5

Férias!!

Férias! Até o dia 24, exclusive...

Uma das minhas atividades desde segunda-feira tem sido me entregar despretensiosamente à leitura... Estou lendo "1808", muito bom! Além disso, me dei o prazer de me dedicar a uma edição antiga da revista "Vida Simples" e começar a ler uma revista especial sobre sonhos... Estou no início, na parte que aborda o funcionamento do organismo durante o sono, a fase REM, etc.

Por falar em sonhos, tenho tido uns bem esquisitos. Em uma noite dessas, tive a capacidade de sair de um cenário high tech de academia com um professor gato para uma cela de tortura, em uma caverna, a la "Inquisição"... Isso que dá ficar lendo sobre história, genocídio, nazismo... Acabo sonhando com as práticas tenebrosas da igreja católica, em vez de usar melhor o meu tempo dormindo...

Que calor é este??? Tenho ido à praia desde domingo... Mas sem barraca é impossível!
Vou aproveitar minha magnífica tarde para ir ao shopping! Vou olhar as vitrines sem a menor pressão de ter que ir embora e vou ao cinema! Em plena tarde! :)

quinta-feira, fevereiro 28



Fazemos escolhas o tempo todo. Iniciais, baseadas na vontade; secundárias, após o impacto da realidade. O ideal é se alinhar sempre ao desejo, anyway. “É o que tem para hoje”, costuma dizer um amigo.
Nada de lamentos, ou de "mas por que não é desse jeito?"

VOU ME DIVERTIR NESTAS FÉRIAS... Ah se vou! :)

terça-feira, fevereiro 26

Ambições cotidianas

Você luta diariamente para tentar administrar seu tempo da melhor maneira possível?

Você não consegue sair do trabalho sem estar com o olho ardendo de tanto olhar para o computador ou sem aquela dorzinha no pescoço?

Você se cobra por não ler tudo que gostaria e se critica por, mesmo assim, só querer ler a revista de domingo do jornal O Globo no dia que antecede a segunda-feira?

Você busca “refúgio mental” em séries de TV como Lost, Alias, Without a Trace ou Desperate Housewives?

Você quer sair muito com amigos, ir muito ao cinema, ler muito, trabalhar muito para ver se consegue ganhar muito dinheiro, dormir muito, saber muito e viajar muito, apesar de saber que todos esses desejos são excludentes entre si e que, por castigo divino, o dia só tem 24 horas?

Prazer, temos a mesma alma.
Quero mais de uma vida. Nesta aqui, falta espaço.

segunda-feira, fevereiro 18

No início da semana passada, eu chorava.
Hoje, estou estacionada, de motor desligado; inércia.
Empaquei, perdi o foco. Congelei. Modo stand by.

Não, não apertei o turn off.

Não, não fiz força para acatar o verbo aceitar.
Acho que fui além. Fui parar em outro lugar.
Parece que sequei naturalmente após exposição ao sol sem o uso de filtro solar. Só.

Silêncio. Ausência. Vazio. Para onde foi toda aquela energia?
Mau uso. Excessivo. Alguma previsão sobre a próxima chuva forte?

Mais cedo, anúncio de garoa.
Recusei. Prefiro manter-me concentrada em toda a outra parte do mundo.

Encontrei abrigo na minha zona de conforto chamada "nada".

Praticamente 11 dias de ar seco. Mas quem aqui está contando?
Números. Apenas um método referencial.

Sem espera. Sem expectativa. Sem o “com” em geral.
Ser o que ser sem o querer.

Babel e o passado

Seja no México, Marrocos, Japão ou nos Estados Unidos. Independentemente do cenário geográfico, todos nós somos iguais quando se trata de sentimentos. A frustração causada pela impotência diante de muitas situações; o arrependimento por ter tomado uma decisão que foi o ponto de partida para um acaso que trouxe uma experiência ruim e mudou tudo; a dor da perda de uma pessoa querida. Essa é a lição de “Babel”, do mexicano Alejandro González.

Essa breve análise me remete a outro tema: a existência do passado e a sua influência em nosso comportamento e em nossas emoções. Terminei ontem de ler “O Passado”, do escritor argentino Alan Pauls, considerado pela crítica um dos melhores livros do ano passado. A história é cheia de rupturas e mudanças de rumo (como ocorre de fato na “vida real”), mas o único fator que é mais ou menos linear, que permanece estável e parece “costurar” toda a obra é a memória do narrador, que é o protagonista. O passado dele é o único ingrediente de toda a receita que permanece ali, não vai embora. Pode até ganhar um tempero diferente com o passar do tempo, mas não o abandona nunca.

Até que ponto o passado é presença importante e até que ponto ele é apenas um penetra indesejado? Em “Babel”, os personagens de Brad Pitt e Cate Blanchett viajam para o Marrocos numa tentativa de consertar o casamento abalado pela morte de um dos filhos; a adolescente japonesa vive atormentada pela carência provocada pelo suicídio da mãe.

Em seu livro “O Poder do Silêncio”, Eckhart Tolle, um pesquisador alemão que é considerado um “mestre espiritual, diz que o passado não existe; é apenas uma convenção criada pelo ser humano, assim como o futuro:

“À primeira vista, o momento presente é apenas um entre os inúmeros momentos da sua vida. Cada dia parece se constituir de milhares de momentos em que ocorrem os mais diversos fatos. Mas, se você olhar mais profundamente, irá descobrir que existe apenas um momento. (...) Este exato momento – Agora – é a única coisa da qual você jamais conseguirá escapar, o único fator constante em sua vida. Aconteça o que acontecer, e por mais que sua vida mude, uma coisa é certa: é sempre Agora.”

E um outro raciocínio dele que está me fazendo refletir:

“Ter o domínio completo da vida é o CONTRÁRIO de controlá-la.”

O filme “Babel” ilustra bem isso.

terça-feira, fevereiro 12

Stones taught me to fly
Love taught me to cry
So come on courage!
Teach me to be shy
'Cause it's not hard to fall
And I don't WANNA scare her
It's not hard to fall
And I don't wanna lose
It's not hard to grow
When you know that you just don't know

("Cannonball" - Damien Rice)

Ando nostálgica, eu acho. Lembranças resolveram me rondar... Acho que é isso.

sábado, fevereiro 9


Não sei qual é o meu ponto de equilíbrio e, hoje, estou particularmente em um dia no qual não consigo chegar à conclusão sobre QUEM SOU EU.

De freqüentadora assídua de festas a uma pessoa que adora o silêncio após um dia repleto de comunicação. De total fugitiva dos próprios sentimentos a uma atenta observadora do que se passa neste mundinho particular.

Mas será que não sou apenas uma pessoa de extremos? Só sei transitar pelos excessos?

Continuo em busca da medida. Não ando sabendo o que é uma atitude normal, o que é uma reação natural e o que deve ou não deve me chatear. Se me chateio, não ando apenas falando – acho que engoli um megafone.

Como viver em um mundo onde todo mundo pensa tão diferente e, no fundo, tem os mesmos medos, as mesmas inseguranças?

Quero muito entender qual é o tom... Às vezes, acho que simplesmente derramo sal demais - quando o ideal seria pôr apenas um pouquinho. Acostumei-me ao exagero?

Cadê o meu manual de instruções?

Não estou conseguindo entender nada. Não compreendo o que me dizem, não sei explicar o que me aflige, não ouço direito e, quando falo, percebo que a mensagem que chega ao ouvido do receptor é completamente diferente daquela que emiti.

Alguém pode, por favor, me informar onde é a tecla SAP? Ou só quero a partir de agora filme com legenda. Mas que essa legenda comece explicando para esta pobre criatura aqui quem ela é.

quinta-feira, janeiro 31

Qual é a medida?

Acelera, tira o pé... Agora, mantém a velocidade... Ops! Pára que vai bater. Ponto morto. Agora, põe a 1ª. Legal! 2ª, 3ª, 4ª ... 5ª... Ao que tudo indica, a estrada vai continuar boa desse jeito...

Ops! Errei...Pisa de novo no freio.

Acho que é por isso que bate o cansaço de vez em quando...

segunda-feira, janeiro 28

No dia triste o meu coração mais triste que o dia...
Obrigações morais e civis?
Complexidade de deveres, de conseqüências?
Não, nada...
O dia triste, a pouca vontade para tudo...
Nada...


F.P.

quinta-feira, janeiro 24

Cuidado com o que você come!

Acabei de ler uma reportagem no New York Times que alerta os leitores sobre os sushis da "big apple". O jornal contratou um laboratório para testar amostras do peixe cru de alguns restaurantes da cidade e constatou alta incidência de mercúrio. "O que é seguro comer hoje em dia?", questionou uma mulher que foi "pega no flagra" pelo NYT comendo em um dos restaurantes cuja comida foi condenada pela pesquisa.
Aqui no nosso "país em desenvolvimento" muita gente tem passado mal por ter comido alimentos estragados. Posso falar por mim, inclusive. Uma diarréia e uma febre de 39,5 oC me pegaram de surpresa e até agora não sei quem foi o culpado. Soube de duas amigas e um amigo que também tiveram a mesma experiência recentemente!
Por isso, aconselho a todos: nada de comer qualquer coisa na rua, principalmente nos dias de intenso calor. Para duas amigas, em especial, sugiro: nada de cachorro quente ou de coxinha de galinha, tá!?

domingo, janeiro 6

Um pouco de cada coisa...

Na quinta à noite, assisti ao filme "A Vida dos Outros", uma história linda que se passa na Alemanha Oriental, antes da queda do Muro de Berlim. Recomendo!
Na sexta à noite, terminei de ler "O Carrasco do Amor" - um título de "auto-ajuda" para um livro muito bom de Irvim Yallow, o mesmo autor de "Quando Nietzsche Chorou". Para quem gosta de ler sobre psicologia, mente humana, relações interpessoais, é um prato cheio...
Ontem, para quebrar a seriedade, fui ao cinema ver "P.S. Eu te amo"... Achei que fosse sair leve, leve e... acabei derramando um balde de lágrimas no filme... Mas, com certeza, só emociona o clube da Luluzinha... Homens, fiquem longe!
E desde sexta à noite estou lendo o tijolão de 910 páginas chamado "As Benevolentes", de Jonathan Littell. O livro do americano naturalizado francês e filho de judeus aborda as maldades e assassinatos cometidos pelo nazismo sob a ótica das memórias de um ex-participante que, após a época de atrocidades, se torna dono de uma fábrica de tecidos... O livro gerou polêmica e, apesar de estar ainda na página 47, estou gostando muito (claro que tenho que parar de vez em quando para consultar na internet o significado de algumas palavras em alemão que aparecem no texto - tem um glossário no fim, mas não é completo).
Nesse meio tempo, para relaxar, estou assistindo ao segundo DVD da primeira temporada do "24 Horas" - boa série, mas ainda prefiro "Without a Trace"...
É isso! Meu domingo está sendo todo dedicado à introspecção e à solidão acompanhada de livro, DVD e dos meus queridos filhos - Clicquot há cinco minutos se jogou no meu colo e Trigo está dormindo pertinho de mim também, mais precisamente em cima da capa do notebook...

sexta-feira, dezembro 28

Balanço / 2007

Definitivamente, 2007 foi um ano muito bom! Um ano de decisões importantes e de entrada de coisas muito boas na minha vida!!!!!

Em primeiro lugar: conquistei a independência de morar sozinha – meus amigos sabem muito bem o que isso significa para mim. Um grande desejo que foi realizado com sucesso!

Junto com a conquista do meu espaço, abri a porta da minha casa e da minha vida para esses dois seres pequenos que fazem miau e que já amo tanto: Clicquot e Trigo. Não sei mais como seria o meu dia-a-dia sem os miados, os “rrrrrrrrr” deles quando estão felizes e aquele bando de pelo por toda parte. Se meu alergista ler isso, com certeza vai vir me explicar de novo todos os malefícios provocado pelos felinos... Já disse que não se pode falar mal de família!
Por falar em alergia, foi neste ano que resolvi também tomar vergonha na cara e cuidar dos "ites" que sempre assombraram minha vida, uns mais e outros menos. Comecei um tratamento de dois anos para controlar a sinusite, a rinite e a bronquite. Também abandonei a vida de dietas milagrosas e malucas para iniciar um programa sério com uma endocrinologista!

Este ano também foi ótimo para o coração: a convivência com o André foi e tem sido gostosa, verdadeira... E um aprendizado também – sobre mim, sobre ele, sobre nós... As afinidades são muitas, mas as diferenças também e às vezes dá vontade de voar no pescoço dele (tenho certeza que a recíproca é verdadeira) ... Mas o que vale é o sentimento e a vontade de ficar junto e de ficar bem... AMO VOCÊ!

Em relação aos meus amigos, como sempre não tenho o que reclamar: eles estão sempre ao meu lado, mesmo que distantes geograficamente, ou longe do convívio diário devido à correria de todos nós... O elo só se fortalece e é MUITO BOM saber que posso contar com eles e eles comigo...

No campo profissional, apesar da constante sensação de ausência de foco, fiz importantes conquistas também. Acho que consolidei "meu lugar" no trabalho e obtive reconhecimento por isso. Expandi também minhas atividades e tratei de arranjar uma forma de “tirar casquinha” do mundo da reportagem que sempre despertou tanto “tesão” em mim e o qual decidi “abandonar” (não assinei um contrato permanente) por querer valorizar outras coisas...

Não poderia deixar de citar uma decisão importante que tomei este ano também: após seis anos e meio de terapia, resolvi suspender o divã e ver se consigo andar com minhas próprias pernas, visto que já conheço como funciona o mecanismo. Não vou mentir: ô tarefinha difícil esta de tentar me entender e entender este mundo louco que nos cerca... Mas estou sempre tentando, desistir nunca!

Para 2008, quero fazer planos mais audaciosos para a minha carreira e começar a colocar a semente na terra. Mas, acima de tudo, QUERO CONSOLIDAR E FORTALECER TUDO O QUE RELATEI ANTERIORMENTE SOBRE 2007.
Quero ler mais, me exercitar mais, trabalhar mais, dormir mais, namorar mais, cozinhar mais, viajar mais, passear mais, amar mais, ir mais ao cinema... Nossa! Já cansei! :)

Desejo continuar regando o que plantei, atenta às pessoas e coisas que são importantes para mim – incluindo aqui os meus filhos felinos. Meu foco maior continuará sendo a chamada “paz de espírito”, ou qualquer nome que você queira dar para essa quietude interior desprovida de ansiedades excessivas e angústias.

quarta-feira, dezembro 26

Impaciência

“Paciência é uma virtude de manter um controle emocional equilibrado, sem perder a calma, ao longo do tempo. Consiste basicamente de tolerância a erros ou fatos indesejados. É a capacidade de suportar incômodos e dificuldades de toda ordem, de qualquer hora ou em qualquer lugar.”

Eis a definição que está no wikipedia...

O que tira a minha paciência pode não ser o que tira a sua. O que te irrita não necessariamente me irrita e assim vai...

Nunca tive paciência para esperar o interminável. Acredito que os relógios e os horários não foram criados à toa. São referências que servem para organizarmos o nosso tempo, cada vez mais escasso e apertado. Se me prontifico a encontrar com você em uma determinada hora, sei que algum atraso já está incluído no acordo – ALGUM atraso... Da mesma forma, novos acordos ou adaptações ao que foi programado inicialmente é mais do que normal...

Para quem atrasa sempre e leva a vida num ritmo desprovido de qualquer interferência externa, a impaciência deve ser algum E.T. de Varginha ou um “absurdo”, um “descontrole totalmente dispensável”.... Mas, acredite: para quem gosta de chegar na hora e se programa para isso, o contato com o atraso eterno é angustiante, uma constante impressão de perda de tempo.

Minha impaciência está acumulada. Seu cartão de fidelidade engordou três pontos nos últimos dias.