sexta-feira, julho 10

Relatos I

Como prometido a minha amiga, que está estudando nos “states”, preciso logo atualizá-la sobre o que anda acontecendo por aqui...

Pimentinha anda impossível. O computador dele deu problema, ele ficou agitado e aproveitou para adicionar novas músicas ao seu extenso repertório. Continua cantarolando cantigas esquisitas...

Mas a melhor frase dele nesta semana foi: “Não consigo escutar, quando bebo água.”

Estamos chegando à conclusão de que ele realmente tem problemas insolúveis...

Desde que a chefe dele viajou, anda bem agitado, meio “perdido”. Esteves até que tenta colocá-lo nos eixos, mas é que os probleminhas são de nascença, né?

Mudando radicalmente de assunto, amiga: a nossa “musa da economia” recebeu um convite esta semana, direto e objetivo, para almoçar. Arranjou rápido uma desculpa, mas a coisa está feia para o lado dela. Seus encantos continuam encantando...

E quem pisa na bola, continua dando prosseguimento ao seu movimento contínuo... C´est la vie!

Aguarde mais notícias!!!

sexta-feira, junho 19

Lentidão

Acordei espirrando, sem saber se era crise de alergia ou início de gripe, e já saí da cama cansada, sabe como é? Como se desde a hora em que você programou o despertador até o momento que ele tocou, não tivesse passado nem um instante...

E comecei o dia achando que a gente corre muito à toa, que ter um monte de pendências é chato, quando tudo o que se quer é ficar deitada no sofá contemplando as imagens da TV, sem nem querer entender o contexto do que é transmitido...

Apesar do sol, o dia para mim acordou leeeento.... Vontade de ficar de meias e de pijama curtindo um ócio nada criativo.

Parem o trem que nem descer eu vou... Só quero ficar quietinha.

quinta-feira, junho 18

Nossas escolhas mentais têm impacto direto no nosso corpo. Uma postura defensiva diante da vida enrijece pescoço e ombros, já guardar todos os problemas para si pode dar úlcera, ou até câncer.

Depois de oito anos cuidando desta minha cabecinha com Freud, resolvi fazer mais um investimento pessoal de consciência... Desta vez, corporal. Meu corpo agora também tem terapeuta.

O método chama-se Cadeiras Musculares e Articulares Godelieve Denys-Struyf (GDS). É uma abordagem somática do corpo, que trabalha cada parte dele de dentro para fora, sempre a partir de uma visão holística. Nossa... falei bonito agora, né!?

Comecei há pouquíssimo tempo e, por isso, não posso discorrer ainda sobre resultados. Mas já me sinto melhor só de reservar mais uma horazinha semanal exclusivamente para cuidar de mim...

quarta-feira, junho 17

"Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é acionado nem chega com hora marcada. "

Martha Medeiros

Vou dizer uma coisa: não é regra, mas o meu chegou antes dos 30 e, um dia após os 30, eu já estava morando com ele... :))))

quinta-feira, junho 4

A caixa de pandora

Medo só atrasa a vida. E só há um jeito de vencê-lo: encarando-o de frente. Medo varrido para debaixo do tapete vira trauma de infância. E dá um trabalho superá-lo! É um tal de pedir ajuda para Freud e muitas vezes a conversa com o homem do charuto é dolorosa.

Tenho horror à inércia prolongada. Conheço gente que vive assim, brincando de estátua as 24 horas do dia e entregando nas mãos de Deus uma responsabilidade que é bem terrena e da gente. Uma coisa é uma pausa para refletir, retomar o fôlego e repensar a estratégia, outra é estacionar na vida e recorrer à síndrome da Gabriela – “Eu nasci assim, eu cresci assim... Sempre Gabriela...”

Se não sabe o que quer, comece cortando da lista o que NÃO quer. Se deseja de verdade, faça por onde. O santo não vai fazer você ganhar na loteria, se você não comprar o bilhete. Tenho pavor da vitimização, porque, ao que tudo indica, ela vicia. A pessoa fala tantas vezes “comigo é assim” que essa mentira acaba virando verdade.

Não tem jeito. Onde você for, você vai atrás. Por isso, nada melhor que fazer as pazes com você mesmo e arranjar um jeito pacífico de se conviver. Fantasmas e dragões internos, quem não os tem? O que muda é a maneira de lidar com a caixa de Pandora.

terça-feira, junho 2

Muito triste este episódio do Air Bus da Air France. Penso na dor daqueles que queriam se despedir e não podem.


Sempre há uma razão para os rituais, uma explicação, e, na minha humilde opinião, o LUTO e o VELÓRIO são essenciais na vida das pessoas que ficaram e precisam – afinal, não há outra opção – se despedir de quem partiu. O corpo frio, cuidadosamente arrumado no caixão, tem um papel muito importante no processo de aceitação de uma morte.

Na verdade, não “se aceita”... A gente se ACOSTUMA a um mundo com a ausência da pessoa querida... Aos poucos, a dor vai se tornando menos intensa, e a saudade mais vívida. Os momentos ruins passados com essa pessoa vão sumindo da mente para que as boas e ótimas lembranças ocupem todo o espaço e nos aqueçam nos invernos rigorosos que vão sempre existir após a partida do outro. E esse processo fica mais muito mais difícil e doloroso, se nosso amigo ou parente simplesmente desapareceu do planeta depois de embarcar em um avião...

sexta-feira, maio 8

I am back

Não venho aqui há muuuito tempo... Nem morena, estou mais... :) É que justamente anda faltando tempo nesta vida. Mas quero voltar, pois aqui escrevo o que eu quero, sobre qualquer tema que me venha à cabeça. Quase ninguém passa por aqui mesmo, então, mais liberdade eu tenho...

Iniciei um novo ciclo, que começou rapidamente logo após os 30! Que todas as experiências, boas e ruins, sirvam para me dar discernimento e maturidade suficientes para viver intensamente tudo de bom que a vida tem a nos oferecer!!!

quinta-feira, fevereiro 5

Acabei de receber esta frase de uma amiga minha pelo MSN e não resisti em colocar aqui:

"No mundo atual está se investindo cinco vezes mais em remédios para a virilidade masculina e silicone para mulheres do que na cura do Mal de Alzheimer. Daqui a alguns anos, teremos velhas de seios grandes e velhos de pinto duro, mas eles não se lembrarão para que servem."

quarta-feira, fevereiro 4

Yin e Yang

Hoje, acordei mal-humorada por causa do calor e chateada porque meu gato caçula resolveu ontem à noite, do nada, “pingar gotinhas de xixi” na minha cama, como se fosse a coisa mais normal do mundo e como se o cheiro do líquido em questão fosse agradável... Por outro lado, acordei animada e querendo que chegue logo o fim de semana, e saí da cama direto para os halteres e caneleiras e step e barra, porque queria iniciar o dia dando saúde e disposição ao meu corpo, celebrando a vida. Já ficou assim? Chateada e feliz, ao mesmo tempo, por motivos diferentes? Acho que isso significa não colocar “tudo no mesmo saco”.

Às vezes, a vida pessoal está uma maravilha, mas você brigou com uma pessoa no trabalho. A dieta vai bem, mas sua preguiça te impede de ir à academia. Você vai encontrar uma amiga que não vê há séculos, mas no meio do caminho arranham o seu carro... Ah! Faz parte, não faz???

"A verdade é que não há verdade." (Pablo Neruda)

sábado, janeiro 31

Escolho escolher! :)

A renovação é uma das grandes magias desta vida. É preciso existir épocas em que o dia parece eternamente nebuloso e sombrio para que você valorize mais o brilho do sol quando essas fases ruins vão embora. É necessário chorar, se sentir mal e solitário e sofrer porque não vai conseguir o que deseja, mesmo que o desejo seja o maior do mundo, para que venha a sensação de “poxa, é assim mesmo... Vamos em frente!” e surja o sorriso despretencioso de novo no rosto.

E um ciclo precisa fechar para que outro se inicie. E mesmo que o anterior tenha levado um tempo para ser finalizado, o lugar dele é na página anterior, não na atual. As boas lembranças ficam, assim com as ruins passam pelo processador e se transformam em sabedoria. Que o tempo entre na equação e faça o seu papel.

Negar o novo, tentando manter a roupa velha colada ao corpo, é uma opção. Mas definitivamente não para mim. Assumo minhas escolhas, ESCOLHO com prazer. Levo um tempo para me desfazer de uma, mas quando finalmente “desescolho”, sigo em frente, feliz, leve, com sensação de dever comprido. Não gosto de observar a vida em cima de um muro. Quero vivê-la!!!!!!!!!

Ando sorrindo com a leveza de uma criança de 9 e com a serenidade de uma mulher de quase 30...

terça-feira, dezembro 16

Hoje é dia de show!!!!




flamenco
dai-me uma guitarra
um flamenco a contagiar-me
uma guitarra para os meus braços
e ancas dançarem livres
uma carmem as cordas rascantes,
as palmas e os tacos a marcarem o solo e o ritmo.
o ritmo na ponta do corpo
um copo de vinho
bebido sobre o riso
e as mãos a marcarem a intenção
de matar ou morrer de amor
a vida da música
dai-me!

terça-feira, dezembro 9


Se há defesa, é porque existe medo. Se a reação a uma constatação verbal é imediata, é porque ainda dói, mesmo que você não queira prestar atenção na dor. Se você desaba em lágrimas logo depois de ter levantado o escudo, assuma que às vezes é necessário abandonar a vestimenta de mulher independente. E chorar, chorar mesmo, como uma menina indefesa.

Meu dia no divã começou assim hoje.

Foi uma daquelas sessões em que você entra dona de si e “equilibrada”, mas logo a psicóloga te dá uma rasteira e te mostra que Freud sempre lê nas entrelinhas...


quinta-feira, novembro 20

Um comentário um pouco atrasado, mas é que ainda estou sorrindo e estou achando ainda tudo meio esquisito, deliciosamente esquisito:

A vida tem me mostrado que as boas surpresas só aparecem mesmo quando não estamos esperando... Não funciona abrindo os braços, e pedindo em voz alta para o céu "dê-me algo surpreendente!"

Venho descobrindo que ADORO ser mimada... E ADOREI... Bem, quero ficar mais vezes quieta e concentrada na montanha-russa!

terça-feira, novembro 18

Termina um ciclo. Que comece um novo! :)

Por que é tão difícil abrir mão de um projeto fracassado ou cujo ciclo de vida já terminou? Por que há tanta gente chorando por aí devido a uma frustração de um fim de relacionamento? Porque é bem difícil olhar para o término com uma simples análise de “NÃO DEU, NÃO ROLOU”. Quem está de fora consegue fazer isso. Mas para o dono do coração machucado, o buraco é mais embaixo.

A sintonia entre duas pessoas termina porque ela acaba. Foge de uma explicação milimétrica ou de uma causa cronologicamente detectável. Da mesma forma que o desejo de estar junto se alimenta de pequenos e grandes momentos, de pactos firmados no silêncio, da cumplicidade que brota naturalmente, e da decisão de acreditar que o outro é especial porque o outro te faz muito bem; o enfraquecimento do “a gente” ocorre aos poucos, em pequenos desentendimentos, em alguns excessos de individualidade sucessivos, em tênues interrupções de encantamento, na divergência de planos.

Assim como muitas vezes não queremos ver que estamos cada vez mais envolvidos com aquela pessoa que conhecemos há pouco tempo e afirmamos sem convicção “não, não estamos levando a sério coisa alguma"; quando o gráfico do desejo inverte sua curva e começa a declinar, também demoramos a querer enxergar o início e o meio do fim – o que dirá declarar a sua morte, como fazem os médicos ao constatar que o paciente já não respira mais na mesa de operação. É triste, é doloroso, mas na maior parte das vezes, inevitável. É preciso encarar de frente a verdade universal: somos impotentes em muitos casos e a sabedoria está justamente em reconhecer quando chegou a hora de "jogar a toalha" e dizer "que puxaaa..."

Até existem técnicas de ressuscitamento... Acho que conversar ajuda. Mas devo dar um conselho, baseado em experiência própria: falar demais tem efeito contrário. Não esclarecer as coisas nunca é bom, porque acaba gerando desentendimentos, mas a verborragia é prejudicial à saúde de qualquer relação. Se você tenta explicar e prever até o que não aconteceu ainda e talvez nem aconteça, não sobra espaço algum para o inusitado desta nossa vida, para a mágica do indescritível...

Anyway. É sim difícil, bem difícil, abdicar de um desejo que a gente quis muito, construído dia a dia. Dói. E às vezes as pessoas se apegam a ele, exclusivamente a ele, quando tudo à sua volta já se foi, quando já “NÃO DÁ, NÃO ROLA MAIS”. E o que ficam são as lembranças dos bons momentos que, com o tempo, serão mais um punhado de doces memórias no nosso livro que começamos a escrever assim que nascemos. Mas até lá... leva tempo, meu caro. É um PRO-CES-SO. Não dá para pular etapas. As dores do coração nunca serão tranqüilas, mesmo para aqueles que decidem “congelar” o outro, “matar” o outro. A dor continua ali, mesmo mascarada, mesmo escondida e ainda mais difícil de ser alcançada pelo metiolate do tempo.

Bem...Pode ser que demore menos tempo do que você imaginou... Quem sabe? Quem sabe se já já surge um “novo projeto”? Mas de novo: nada disso é previsível. Viver não é previsível. E a grande graça, pelo menos para mim, é QUERER. É o mais importante verbo da vida.

segunda-feira, novembro 3

O findi

Apesar dos dias "mais comprimidos", tenho me distraído e é muito bom estar entre amigos...

Sexta, foi dia de me esbaldar na pista de dança com as minhas melhores amigas; o sábado começou com um "passeio consumista" na Nossa Senhora de Copacabana com uma outra amiga, e terminou com uma sessão de DVD, com o filme "O Vidente", na cia. de um amigo divertido que me livrou de um "bode" que estava querendo aparecer e me deixar deprimida (o filme é que não é lá essas coisas, apesar do Nicolas Cage e da Julianne Moore)... No domingo, adorei! O sol contrariou a meteorologia e o dia foi de praaaia... Como fiquei de óculos escuros o tempo todo, o saldo: pareço uma rena do nariz vermelho... :)
De novo, me programei para estudar e colocar a leitura em dia, e não cumpri... Ah! Mas fazer o quê? Estou em busca da leveza...

Lindo texto da Martha Medeiros...

A DOR QUE DÓI MAIS

Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade.

Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Doem essas saudades todas. Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.

Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido às aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando.

Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer.

sábado, novembro 1

Sometimes you just have to breath

(...)

"There's a light at each end of this tunnel
You shout cause you're just as far in as you'll ever be out
And these mistakes you've made
You'll just make them again if you'll only try turnin' around
2 AM and I'm still awake writing this song
If i get it all down on paper it's no longer inside of me
Threatening the life it belongs to.
And I feel like I'm naked in front of the crowd
Cause these words are my diary screamin' out aloud
And I know that you'll use them however you want to.
But you can't jump the track
We're like cars on a cable
And life's like an hourglass glued to the table,
No one can find the rewind button now
Sing it if you understand...yeah breathe
Just breathe, oh oh breathe, just breathe, oh breathe,
just breathe, oh breathe, just breathe..."

(Anna Nalick / "Breath")

Sumi, mas voltei!

Meus caros 2,3454 leitores... Desculpe pelo sumiço nesses quase dois meses... Peguei um caminho errado, errei a curva. Sabe quando às vezes dar três voltas a mais no quarteirão é importante para percebermos direito a paisagem pela qual passamos correndo antes? Ou para descobrir que aquela outra estrada era melhor?

Enfim... Não vim aqui escrever durante todo esse tempo, porque sentia que não havia muita coisa a dizer. Mas agora voltei!!!!!!!!!! Fiz o que aconselhei minha amiga a fazer, no post anterior. "Tamos na área." :)

terça-feira, setembro 2

Recado a uma GRANDE amiga!

Um dos nossos maiores erros: achar que os padrões de comportamento adotados por nós são a nossa essência. Dedico este post a uma grande amiga minha que só conseguirá paz de espírito quando conseguir perceber que está cometendo esse equívoco e que é hora de se “reprogramar”.

Nossas células se comunicam e produzem substâncias o tempo todo. Quando temos pensamentos bons, ou relembramos experiências prazerosas, a tendência é nos sentirmos melhor. Não é apenas um processo psicológico, mas químico: substâncias relacionadas a esse estado de alegria são liberadas com o objetivo de mantê-lo. O problema é que o contrário também ocorre. Se você entra no que eu chamo carinhosamente de “onda errada”, é difícil sair, porque suas células vão produzindo e sendo “contaminadas” por substâncias que se encarregam de te deixar cada vez mais para baixo. E aí um pensamento ruim leva a outro, que chama o outro, que grita por um pior e, quando você vê, o chão é pouco.

Mas há ainda um agravante: se nos habituamos a manter pensamentos negativos que alimentam essa “onda errada”, nosso corpo começa a ser programado para manter esse processo mais vezes e por mais tempo. E o que acontece? A “onda errada” se transforma em uma verdade absoluta tão forte que você se acha culpada (o) de tudo, ruim em tudo, vítima do mundo, a pessoa mais azarada do mundo e com um futuro péssimo pela frente. As conexões cerebrais já foram bem abaladas e só um grande esforço e uma grande força de vontade te farão sair dessa. Nos casos mais brandos, isso se chama “estado deprimido”; em casos mais graves, depressão.

Antigamente, eu não tinha “onda errada”: eu tinha verdadeiros “furacões”. Eu permitia que a minha imaginação fluísse para os caminhos mais tenebrosos e tortos, fazendo com que o meu mundo ficasse preto e branco num piscar de olhos. Era péssimo. Uma sensação de “falta de chão”. Tudo alimentado pelo meu costume de supor coisas, de ansiar por descobrir o que está por vir e... POR ME AGARRAR À VONTADE DE QUE AS COISAS ACONTECESSEM DO JEITO QUE EU TINHA ESPERADO E DE QUE AS PESSOAS AGISSEM DE ACORDO COM O MEU SCRIPT.

Depois de bater muito com a cabeça, vi que eram sofrimentos aos quais eu mesma estava me submetendo. Tudo/nada, princesa/plebéia, festa/guerra... Durante anos, eu só soube (ou escolhi, Who knows?) viver nesse esquema de 8 ou 80. Essa gráfico com fortes oscilações é muito prejudicial.

Você não controla o mundo, não decide pelas pessoas e nem é o centro do universo. Essa descoberta é simplesmente libertadora e calmante. Por outro lado, você tem o imenso poder de fazer as suas próprias escolhas, de conversar com a sua própria mente e pedir para ela pegar leve de vez em quando. Você é o CENTRO DO SEU UNIVERSO. Você é mais forte do que qualquer padrão de comportamento praticado anos a fio. Dá trabalho, mas é possível mudar. O ponto de partida é dizer a si mesma: EU POSSO, EU QUERO.

Observação: Dos furacões já consegui me livrar, mas de vez em quando dou uma escorregada e onda errada aparece. No entanto, estou cada vez mais treinada em transformá-la em marola.

Por que preto e branco?

Acordei hoje com uma sensação de que o tempo está passando e eu não estou ocupando os meus dias com coisas que realmente importam para mim. Já se sentiu assim? Neste último fim de semana, por exemplo, me deu uma louca vontade de começar alguma atividade artística, como pintar quadros, fazer colagens, mosaicos, ou sei lá mais o quê.

Acordei irritada também comigo. Ando aproveitando pouco o meu tempo. Fazendo mais do mesmo. Quanto mais eu ficar na frente da TV assistindo DVDs de seriados americanos, mais terei essa sensação de que já já farei 30 (isso é um fato, março já já chega) e não fiz o que queria fazer antes de virar balzaca.

Li um texto uma vez que dizia que devíamos viver algo diferente a cada dia. Não precisa ser um grande acontecimento, basta ser uma experiência que seja legal o suficiente para você ter vontade de registrá-la e eternizá-la de alguma forma em uma fotografia. Quero adotar essa filosofia.

Aiii! Estou mal-humorada!!!! Principalmente depois de ter lido o meu post anterior. Cadê a malhadora?