sexta-feira, dezembro 28

Balanço / 2007

Definitivamente, 2007 foi um ano muito bom! Um ano de decisões importantes e de entrada de coisas muito boas na minha vida!!!!!

Em primeiro lugar: conquistei a independência de morar sozinha – meus amigos sabem muito bem o que isso significa para mim. Um grande desejo que foi realizado com sucesso!

Junto com a conquista do meu espaço, abri a porta da minha casa e da minha vida para esses dois seres pequenos que fazem miau e que já amo tanto: Clicquot e Trigo. Não sei mais como seria o meu dia-a-dia sem os miados, os “rrrrrrrrr” deles quando estão felizes e aquele bando de pelo por toda parte. Se meu alergista ler isso, com certeza vai vir me explicar de novo todos os malefícios provocado pelos felinos... Já disse que não se pode falar mal de família!
Por falar em alergia, foi neste ano que resolvi também tomar vergonha na cara e cuidar dos "ites" que sempre assombraram minha vida, uns mais e outros menos. Comecei um tratamento de dois anos para controlar a sinusite, a rinite e a bronquite. Também abandonei a vida de dietas milagrosas e malucas para iniciar um programa sério com uma endocrinologista!

Este ano também foi ótimo para o coração: a convivência com o André foi e tem sido gostosa, verdadeira... E um aprendizado também – sobre mim, sobre ele, sobre nós... As afinidades são muitas, mas as diferenças também e às vezes dá vontade de voar no pescoço dele (tenho certeza que a recíproca é verdadeira) ... Mas o que vale é o sentimento e a vontade de ficar junto e de ficar bem... AMO VOCÊ!

Em relação aos meus amigos, como sempre não tenho o que reclamar: eles estão sempre ao meu lado, mesmo que distantes geograficamente, ou longe do convívio diário devido à correria de todos nós... O elo só se fortalece e é MUITO BOM saber que posso contar com eles e eles comigo...

No campo profissional, apesar da constante sensação de ausência de foco, fiz importantes conquistas também. Acho que consolidei "meu lugar" no trabalho e obtive reconhecimento por isso. Expandi também minhas atividades e tratei de arranjar uma forma de “tirar casquinha” do mundo da reportagem que sempre despertou tanto “tesão” em mim e o qual decidi “abandonar” (não assinei um contrato permanente) por querer valorizar outras coisas...

Não poderia deixar de citar uma decisão importante que tomei este ano também: após seis anos e meio de terapia, resolvi suspender o divã e ver se consigo andar com minhas próprias pernas, visto que já conheço como funciona o mecanismo. Não vou mentir: ô tarefinha difícil esta de tentar me entender e entender este mundo louco que nos cerca... Mas estou sempre tentando, desistir nunca!

Para 2008, quero fazer planos mais audaciosos para a minha carreira e começar a colocar a semente na terra. Mas, acima de tudo, QUERO CONSOLIDAR E FORTALECER TUDO O QUE RELATEI ANTERIORMENTE SOBRE 2007.
Quero ler mais, me exercitar mais, trabalhar mais, dormir mais, namorar mais, cozinhar mais, viajar mais, passear mais, amar mais, ir mais ao cinema... Nossa! Já cansei! :)

Desejo continuar regando o que plantei, atenta às pessoas e coisas que são importantes para mim – incluindo aqui os meus filhos felinos. Meu foco maior continuará sendo a chamada “paz de espírito”, ou qualquer nome que você queira dar para essa quietude interior desprovida de ansiedades excessivas e angústias.

quarta-feira, dezembro 26

Impaciência

“Paciência é uma virtude de manter um controle emocional equilibrado, sem perder a calma, ao longo do tempo. Consiste basicamente de tolerância a erros ou fatos indesejados. É a capacidade de suportar incômodos e dificuldades de toda ordem, de qualquer hora ou em qualquer lugar.”

Eis a definição que está no wikipedia...

O que tira a minha paciência pode não ser o que tira a sua. O que te irrita não necessariamente me irrita e assim vai...

Nunca tive paciência para esperar o interminável. Acredito que os relógios e os horários não foram criados à toa. São referências que servem para organizarmos o nosso tempo, cada vez mais escasso e apertado. Se me prontifico a encontrar com você em uma determinada hora, sei que algum atraso já está incluído no acordo – ALGUM atraso... Da mesma forma, novos acordos ou adaptações ao que foi programado inicialmente é mais do que normal...

Para quem atrasa sempre e leva a vida num ritmo desprovido de qualquer interferência externa, a impaciência deve ser algum E.T. de Varginha ou um “absurdo”, um “descontrole totalmente dispensável”.... Mas, acredite: para quem gosta de chegar na hora e se programa para isso, o contato com o atraso eterno é angustiante, uma constante impressão de perda de tempo.

Minha impaciência está acumulada. Seu cartão de fidelidade engordou três pontos nos últimos dias.

terça-feira, dezembro 18

Um rápido comentário sobre "Inland Empire"


“As ações têm conseqüências”; Hollywood vende um ideal de felicidade totalmente falso; o conceito de "ontem", "hoje" e "amanhã" é confuso mesmo; a mulher de cabelo preto chora ao olhar a imagem chuviscada na TV, porque queria ser loira e queria ser uma estrela de cinema como a protagonista; todas aquelas mulheres que aparecem repentinamente para a loira são, na verdade, a sua consciência (ou até o seu ego e superego) e os coelhos... Os coelhos... Bem, aqueles coelhos...

Tá. Não sei. Como já li que o David Lynch tem um filme chamado “Rabbit”, pode ser que seja uma referência.

Depois de ver “Cidade dos Sonhos” e constatar que, de fato, há uma coerência e uma história, apesar de muita gente dizer que não, me empolguei e achei que seria capaz de brincar de desvendar “Inland Empire”.

Vou até assistir a outros filmes de Lynch para mergulhar mais nesse seu mundo louco e tentar entender o que se passa naquela cabeça criativa, mas o fato é que “Inland Empire” dá um nó na nossa mente. São muitas imagens desconexas seguidas, muito sons, muito vermelho e azul, muita sombra...

Mas, mesmo assim, para quem gosta de testar e exercitar o próprio cérebro, é um exercício e tanto! Saí do cinema certa de que minha explicação simples e objetiva é a correta:

O filme, na verdade, é sobre a frustração da morena que sempre aparece chorando à frente da televisão. Ela sofre, porque engravidou e seu amante/namorado rejeitou o filho e terminou a relação – e, para piorar, o cara ainda era casado. Como vive uma vida de frustração e solidão, ela se distrai e fantasia com base nos filmes de Hollywood. O longa-metragem, dessa forma, é sobre os devaneios da morena... Ela se vê na loira atriz que é escalada para o tal filme polonês amaldiçoado e é na cabeça dela que a protagonista acaba misturando o seu papel no cinema com a realidade e se apaixonando “de verdade” pelo ator. Tanto é que, no final, aquela japonesa sentada no meio da rua, próxima ao mendigo, menciona uma “morena que usava uma peruca loira”...

Ok! Ainda não desvendei todos os detalhes... Pretendo encarar mais 3 horas de filme para fazer isso.. Um dia!

quinta-feira, dezembro 6

Que preguiça é esta?

Sabe aqueles dias em que você tem muita coisa para fazer, tudo acumulado, mas a vontade de ficar “vagando” por aí é grande?

Confesso: ando muito dispersa, desde que voltei da viagem ao Peru. Com preguiça mesmo. Disseram-me que o clima de “fim de ano” faz isso com as pessoas. Pode ser. Acho que também o fato de ter ficado uma semaninha com aquela “bota robocop” no pé (torci no segundo dia de viagem) contribuiu para o cenário.

Tenho muito trabalho no trabalho, em casa tenho trabalho extra também, mas tudo o que quero mesmo é me jogar no sofá para ver a segunda temporada de “Without a Trace”, série que “descobri” há pouco tempo. Sei, sei que é tempo desperdiçado, que não vou aprender nada com isso... Mas... Eu quero!!!! Além disso, Clicquot adora quando eu respeito essa minha vontade – ele garante a “cama” (leia-se: minha barriga) para deitar.

Hoje, levei a dupla dinâmica para tomar banho na Pet e amanhã volto lá com o pirralho que está cheio de “pereba” na pele. Ser mãe é isso! Dar carinho, levar ao médico e colocar comida e água no potinho. Ai... Preciso marcar minha consulta médica para terminar o processo de renovação da carteira de motorista, tenho cinco fitas para decupar, tenho uma matéria para apurar e escrever, além de mais uma lista de afazeres... Mas e o “Without a Trace”?
Não, não fiz a fisioterapia que o ortopedista mandou (não fiz nenhuma sessão) ; não, não terminei de lavar as roupas; não, ainda não fui na manicure. Mas já comprei o presente do amigo oculto de amanhã! Tá! Ainda tenho que comprar presente para mais dois amigos ocultos (tudo do trabalho) e fazer a lista de presentinhos que darei neste Natal...

Estou com saudades das minhas amigas... Bocó, Lunne que está na Inglaterra, Vivi, Carlinha, Gel... Pelo menos, hoje vou matar a saudade de outro time: Carol, Simone e Vanessa. OBA!!!!!

Ah! Se você leu o post anterior e se assustou, fique tranqüilo (a)! Foi apenas um desabafo movido por “irritações” momentâneas... :) Nem tudo que a gente escreve no calor das emoções é verdade!

terça-feira, dezembro 4

Resolução para 2008 antecipada. Eu me rendo.



OK. Decreto hoje, dia 4 de dezembro de 2007, minha rendição. Está mesmo na hora de crescer e largar o ursinho de pelúcia que fica na cama. Tornarei o meu sarcasmo habitual, que sempre cultivei mais por hobby e por exercício mental, a minha filosofia de vida.

Chega de acreditar no sentimento puro, no amor verdadeiro, na duração intensa e sincera mesmo que temporária de um relacionamento. Opto a partir deste exato momento por destacar os sinais de que isso tudo é invenção de livro infantil. Celebremos o desejo carnal, os contatos frívolos, a fugacidade da vida e a intelectualidade moderna que contesta todos os “ismos” e “monos”. NÃO EXISTE MONO! TUDO É POLI E PLURI!

Vou me colocar acima de todos, sem me preocupar em ter cuidado com o sentimento alheio – afinal, o que vale realmente é o que EU penso e sinto, não é mesmo!? Ah! E quem sou eu para ter algum controle sobre o resultado? Agindo assim, lavo as minhas mãos e decreto a minha total impotência diante deste mundo sombrio e egoísta que habitamos. “Só estou sendo eu mesma”, direi a todos que se puserem no meu caminho. E se algo sair como eu não queria, basta olhar para o lado. Objetos de desejo aparecem e desaparecem ao sabor do vento.

Viva as pessoas que prezam pelos prazeres momentâneos! Viva as possibilidades infinitas que estão por aí! Usarei o meu radar jornalístico para estar sempre atenta, para não perder essas oportunidades... Ouvi dizer que é fundamental manter uma visão “macro” de tudo. Quero isso! A solidão serve para aqueles que não têm essa percepção abrangente de vida, porque, se existem tantas pessoas no mundo que podem nos fazer felizes, mesmo que por três minutos, não há como ficar sozinho!!! E limitar todo o seu campo a uma única opção é tolo. Medíocre. Pequeno. Atrasado. Insensato. Só mostra que você não é um ser evoluído.

O reducionismo é pobre e estamos cercados somente de convenções e padrões. Tudo que foge a essa premissa não merece atenção. O coração é apenas um músculo e as idéias valem mais do que tudo, mesmo que essas não sejam postas em prática. Mais uma vez: o que vale é falar, debater, destrinchar, insistir, esmiuçar, revirar, pisotear, decifrar, contestar, duvidar, mexer, remexer, exercitar, machucar, colidir, chocar, testar, confrontar! Instigue o outro a colecionar pontos de interrogação, isso é saudável! Viva a sinceridade mais desprovida de qualquer compaixão ou preocupação referente ao ouvido do receptor!!!!

Escolho o infinito, porque tudo é fulgás. Não existe “certo” ou “incerto”. Tudo são versões de coisa alguma. Elos e laços afetivos são amarras falsas, porque o instinto é o que sempre sobrevive. Mesmo que a gente tenha que chamar de "instinto" o que é planejado e premeditado.

quinta-feira, novembro 29

Uma viagem a outra cultura...


Elas não cansam de nos abordar. Insistem e persistem na tarefa de nos vender um ovo todo pintado, uma escultura, um chale. Como os produtos expostos por cada uma são exatamente iguais aos da concorrência que mora ao lado, ganha quem for mais persuasiva ou quem tiver o poder de cansar ou de deixar o potencial comprador mais sem graça. Se você decide negociar o preço, aí é que o diálogo é interminável. Se depender delas, a compra será realizada de qualquer jeito.

Se você pergunta para essas mulheres se são felizes, a resposta é afirmativa, mas você fica com a impressão de que, na verdade, aquele ato de sacudir a cabeça para cima e para baixo é apenas automático. No fundo, não sabem o que você está querendo dizer com o conceito de “felicidade”.

Enquanto isso, nas costas das artesãs/vendedoras, moram aqueles “filhotinhos de inca”: bebês e criancinhas de bochechas vermelhas devido à exposição ao frio, quase todos com aquele nariz escorrendo ou com a meleca já endurecida. Passam o dia inteiro presos às mães por intermédio daquelas mantas – acredito até que devam fazer xixi por lá mesmo. É uma pena saber que deixarão de ser fofos com o passar dos anos...

As crianças já mais crescidas vestem roupas típicas e passam o dia segurando ovelhinhas ou ao lado de llamas para ajudar suas mães na constante tarefa de obter soles (moeda local) dos turistas: elas se oferecem para tirar fotos em troca de umas moedas.

O povo peruano é simpático, alegre e vive praticamente para o turismo em um país que, definitivamente, não está acompanhando a evolução tecnológica do século XXI. Os habitantes que conseguem a oportunidade de estudar passam de quatro a cinco anos na faculdade para aprender cada detalhe sobre a história dos incas. Esse é o caminho para se tornar um guia turístico.

Não estou querendo dizer que são desconectados do mundo! Claro que é possível encontrar cafés com internet em Cusco, na capital inca, ou em Águas Calientes, que dá acesso a Machu Picchu. Na ilha Taquile, situada na cidade de Puno e onde moram apenas 2.500 pessoas, muitos consomem Coca-Cola – esse é um hábito estranho de se ver, porque os nativos, ao mesmo tempo, conservam tradições como a de usar acessórios e roupas que indicam, por exemplo, quem é solteiro ou casado. Além disso, a população segue regras conservadoras como a que proíbe qualquer um que não nasceu na ilha de exercer nela qualquer tipo de atividade, mesmo que seja para a sua própria sobrevivência.

Se você faz uma visita ao Mercado Central de Cusco, o impacto é muito grande. Nessa espécie de “Cobal peruana”, encontra-se desde mais de dez tipos de batata, milho roxo, até... cabeças de ovelha, galinhas penduradas, cuys (um bichinho pequeno e fofo), alpacas, etc – tudo exposto nas bancadas, sem a menor higiene, enquanto os filhotinhos de inca brincam ali perto, próximo às poças de sangue desses animais já secas no chão. Não sou nem um pouco fresca, mas a cena depois de um tempo acabou me enjoando. Não foi a imagem dos bichos mortos em si, mas todo o cenário: uma realidade que realmente me chocou.

Esqueci de falar do trânsito: não existem regras. Preferência? O que é isso? Vence quem for mais rápido e corajoso. A ordem é buzinar, buzinar, buzinar e fazer o que quiser. Não é à toa que passei grande parte do tempo que fiquei dentro de táxis com os olhos fechados. Sem falar que a frota de veículos do país deve ter sido adquirida antes dos incas pensarem em existir...



Mais do que conhecer os vestígios do império inca e sofrer com o soroche, ao viajar para a alta altitude de Cusco, Machu Picchu e Puno, você ganha a chance de ver que existe muito, mas muito mais, nesse mundo do que essa vidinha ocidental e confortável que a gente vive.

Por trás da ignorância desse povo, resultante da falta de acesso à educação, existe uma história que vem sendo estendida e preservada, que dá as costas para qualquer debate sobre inovação, economia de mercado, ou aquecimento global. A impressão que dá é que essas pessoas só querem manter seu direito de continuar no mesmo lugar, produzindo suas chompas de alpaca, se reproduzindo e juntando dinheiro para se alimentar.

Os diversos sorrisos que obtive deles nesses oito dias que fiquei lá me incomodaram. Isso porque fui obrigada a sair da minha zona de conforto para refletir. “Como eles conseguem ser tão simpáticos com essa vida que levam?”, me perguntei diversas vezes. Acabei concluindo que estava fazendo a pergunta errada, baseada em suposições pré-conceituais. QUEM DISSE QUE A VIDA QUE A GENTE LEVA É MELHOR?

(Vou postar dicas de viagem para esses locais que visitei... Aguardem!)

domingo, novembro 11

quarta-feira, outubro 24

A Semente da Vitória


Tenho que tirar o chapéu (não vou falar do menininho de novo não...) ! Sempre tive implicância com livros de auto-ajuda e, por conseqüência com obras cujos títulos parecem ser de auto-ajuda... Mas ultimamente tenho me surpreendido positivamente...

Neste ano, li “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas”, de Dale Carnegie, um livro da década de 30, mas super atual. Comprei-o contrariada, após a promessa de um professor de que o livro era realmente bom. E é! Mas não quero falar dele hoje...

Ontem, num impulso, entrei na livraria do trabalho e comprei “A Semente da Vitória”, do Nuno Cobra. Lembro de ter assistido à parte de uma palestra dele, no ano passado, em um desses eventos que freqüento, e de ter lido recentemente um artigo dele no Valor, mas nunca me aprofundei muito...

O fato é que comecei a ler o livro ontem à noite e já devorei mais da metade. Foi difícil parar para dormir e só o fiz porque ele mostra como são importantes as nossas horas de sono.

Nuno diz que quem não está doente não necessariamente tem saúde. Uma vida saudável é sinônimo de investimento em três importantes pilares (ordem decrescente de importância):

1- Sono
2- Alimentação
3- Exercícios

A partir desse pressuposto, de uma maneira didática, ele explica o porquê de alguns "conselhos" que lemos e ouvimos diversas vezes – “Durma cerca de oito horas por dia”, “Para emagrecer, é preciso comer em intervalos de, no máximo, três horas”, etc.

O livro chama a atenção para o fato de que “o cérebro é burro”. Por ser apenas um “processador de dados”, o que ele ouve de você é tomado como a mais pura verdade. Daí surge a força das palavras e do pensamento – se sai da cama dizendo que o dia vai ser ruim, o seu cérebro acredita e começa a liberar em seu organismo substâncias que são verdadeiros venenos, que vão te ajudar a ficar mal-humorado, cabisbaixo e, provavelmente, seu dia não será legal. O contrário também é verdadeiro. Parece auto-ajuda? A diferença é que Nuno Cobra ressalta que não adianta apenas ter pensamentos positivos. É PRECISO FAZER.

Sair da zona de conforto da rotina dá trabalho e requer disciplina e determinação. O preparador físico destaca também que movimentar o corpo e se exercitar é o mesmo que aprender a controlar suas emoções e a se sentir mais feliz – corpo e mente teriam conexão direta. Nuno aborda como é difícil adotar novos hábitos em nossas vidas, já que tendemos a nos auto-boicotar.

Ainda não terminei, mas o livro está sendo inspirador! Hoje, às 7h, antes do mundo despencar com esta chuva toda, lá estava eu: pedalando na academia com o “A Semente da Vitória” na minha frente (mas depois larguei o livro e fui correr, tá!?) !

terça-feira, outubro 23

Esta é engraçada...



Olha a cara de irritado do menininho inglês... A legenda é "eu só queria ser o Harry Potter". Na tentativa de se tornar o bruxinho da moda, Charlie, de três anos, não pensou duas vezes e colocou um cone de trânsito na cabeça. Só que não estava em seu script que o "chapéu" ficaria preso. A mãe do aprendiz de feiticeiro teve que chamar os bombeiros e foram precisos três homens para tirar o cone...

Acabei de ler esta matéria, que saiu no Daily Mail (e foi reproduzida pelo Globo Online), e um riso foi inevitável... Fez um contraponto com as notícias lidas anteriormente...

Simplesmente é difícil começar o dia de bom-humor neste país:

“Hospitais empregam furadeiras em cirurgia” e “Leite adulterado com soda leva PF a prender 27”. Eis as manchetes do jornal O Globo desta terça-feira.

Por falta de equipamentos próprios, neurocirurgiões de quatro hospitais estaduais (do Rio) estão utilizando furadeiras de marcenaria para abrir cérebros e ainda reutilizam “brocas descartáveis”. Do outro lado da sala de Justiça, a Polícia Federal descobriu que cooperativas de Minas Gerais estavam adulterando leite longa vida com... soda cáustica e água oxigenada...

O que fazer num país como este?

segunda-feira, outubro 22

Búzios!!!!!!!


Finalmente peguei sol!!!!! Tirei o branco cor de Omo que estava em mim! E olha que a previsão era de chuva e mais chuva...

Fui para Búzios neste fim de semana, com o André e o pai dele (foi o encontro da turma de engenheiros que se formaram juntos há mais de 30 anos). Foi divertido! O povo era bem animado, teve feijoada...

A pousada que o André arranjou para ficarmos era... mais ou menos. “Surf Geribá”. Cheiro de mofo, lençóis encardidos e com umas manchas “estranhas” (nem quero pensar...) ... Também! Pagamos apenas R$ 40 (os dois juntos) pela diária... O que estávamos esperando???

Hummm.... Delícia foi o Degusta Búzios, festival de degustação que estava rolando na Rua das Pedras... Provei uma sardinha “semi-defumada”, com um pãozinho feito de missô e molho de tomate que estava tudo de bom!!!! O show de rock no shopping número 1 também estava muito bom!!!!

No domingo, acordamos e fomos direto para a praia, após um “fantástico” café da manhã na pousada (putz... sem comentários...). André surfou e eu curti o sol, feliz e contente com meu livro e meu jornal... Depois disso, houve uma pequena pausa no cenário feliz para um desentendimento... Mas, faz parte. Contornamos a situação.

Na volta de Búzios, parecia, como disse o André, que estávamos em um “BMW”. Voltamos assistindo a “Without a Trace” no notebook! Chique, não!? :)

quinta-feira, outubro 18

Lar, doce lar!




Ando tão caseira... É a conseqüência de se morar sozinha.. Pela primeira vez reconheço a existência de um “lar”.

Para mim, a palavra significa um porto seguro, um lugar cultivado por nós, um reduto para a reflexão, o descanso, a leitura concentrada, o filme... Um espaço onde posso cozinhar e fazer bagunça à vontade, mas um local que prezo tanto a ponto de querer mantê-lo arrumado... A MINHA casa. Nela, encontro paz e uma “tomada” na qual posso ligar o meu recarregador de energias...

Não posso esquecer dos meus dois filhos queridos que fazem miau...

Isso definitivamente não tem preço. Mesmo que eu não goste nem um pouco de ter que separar roupas por cor para lavá-las na máquina... (risos)

No meu lar, só entra quem eu quero, na hora que eu quero. Delícia de controle e de autoritarismo...

Já me peguei me perguntando se minha vida social não anda muito parada... Mas toda vez que me questiono sobre isso, me respondo também que sempre fui de sair muito porque não tinha justamente o meu porto seguro. A segurança era estar rodeada de pessoas. Agora, não preciso mais. Estou recuperando o tempo perdido!

quarta-feira, outubro 10

Só VOCÊ pode cuidar de você

Acordei meio assim, assim... Ainda por conta de segunda-feira.

Na verdade, diante de reações intensas, sejam nossas ou alheias, vale a tentativa de analisá-las – sempre há motivos concretos por trás...

Ouvi ontem que o problema é a expectativa, a minha expectativa.

Não sei com os outros, mas comigo a expectativa surge como continuação de bons momentos, de experiências gostosas que dão um gosto de “quero mais”. Caso contrário, seria masoquismo, não!?

Quando não tenho expectativa, é porque não dou muito valor e estou mais para “a gente vê, tanto faz.” É possível estar envolvido e NÃO criar expectativas? E aqui falo de expectativas em relação a questões corriqueiras, nada de especial ou grande.

Tendo a me “doar” muito e invisto quando acho que vale a pena. Mas às vezes as respostas e os discursos são tão racionais, salpicados com uma certa frieza, que me pergunto se ajo corretamente. Quando digo “corretamente” me refiro ao que é “bom” para mim.

Da mesma forma, percebo uma confusão de papéis. Talvez, por erro meu. É a tal da individualidade, constantemente citada, que não vem sendo notada. A MINHA. E, nesse caso, ponto negativo para mim.

Um dos meus defeitos é ter uma energia e uma disposição muito grande para entender os outros. Estou sempre tentando enxergar um contexto sob o ponto de vista do outro, tentando me colocar no lugar do outro. Enquanto isso, vou apelidando as minhas vontades e anseios de “caprichos”. Costumo dizer para mim mesma “você não está sendo razoável. Olha o que outro está passando.”

E o que acontece? Um belo dia estouro, quando vejo que o que quero está ficando para escanteio...

Minha psicóloga costumava dizer: “Ok. Você entende o outro. Mas... Quando é que os outros vão começar a entender você???”

terça-feira, outubro 9

Não gosto de reações extremadas, principalmente provenientes de minha pessoa. Dá ressaca, causa vergonha. Mesmo que eu entenda sua origem... Mas o que posso fazer? Reconhecer que sou humana e que, às vezes, simplesmente "sai"...

Já corri na academia hoje de manhã e vou voltar à noite para repetir a dose...

Não sorrio o tempo todo, não sou compreensiva o tempo inteiro, não digo "por favor" e "obrigada" sempre. Acordo descabelada, com o rosto "amarrotado" e posso ser insuportável...

Pronto! Falei!

sexta-feira, setembro 28

Conhece o meu lado sério?

Tenho uma novidade para os meus 2,34243566 leitores (estou sendo otimista):

Criei um blog para falar de coisas sérias! Lá não haverá espaço para eu abordar os meus conflitos internos e as minhas paranóias...

Vai lá marcar presença!? Ah! E deixa um comentário??? :)

O endereço é: visoeseinversoes.blogspot.com

Beijos!

quarta-feira, setembro 5

Desconexão

Reformulações, indagações a cerca de futuro próximo, especulações sobre qual é a parte que inclui o meu livre-arbítrio, como não danificar essa parte com meus pensamentos, de que forma fazer as coisas diferentes, com que jeito deixar alguns aspectos como estão, de que maneira aproveitar a parte boa de tudo e "engolir" ou aceitar ou take for granted a parte que não é tão agradável, como escurecer o lado mais fulgás que há em mim e qual caminho seguir para justamente não fazer isso pois o momento não pode ser desperdiçado, reflexões sobre o que quero mudar em mim e no mundo a minha volta, insistência em deixar a coisa rolar pois não tenho controle sobre este mundo enlouquecido em que me encontro, curtir esse meu lado impulsivo e compreender que há também em minha pessoa uma necessidade de contextualizar o que vivo e ter uma opinião a respeito, saber que minha auto-defesa está aí e ela é real e muitas vezes me salva de poucas e boas, perceber que não tenho mais 18 anos mesmo e que por isso estou muito melhor, mas que isso não significa saber para onde estou indo...
Enfim... Aceitar quem eu sou: uma menina moleca de 28 anos que se entrega às coisas boas que surgem, mas sem esquecer que tem um mecanismo protetor acionável a qualquer instante, altamente desenvolvido pós ultra-super reconhecimento de terreno interno consolidado e aprofundado no ano passado, por intermédio de um processo doloroso, mas construtivo.
Depois de seis anos e meio de análise, cá estou eu de férias! Deu para perceber que estou sem um coach????

quinta-feira, julho 12

Preciso de FOCO...

Fui acusada de não deixar o meu pensamento fluir nos meus textos do blog. “Seus textos são muito...jornalísticos.” Ok. Confesso que sou muito evasiva aqui, que não dou nome aos bois, que não sou direta na minha escrita (e, cá para nós, um texto jornalístico tem como objetivo ser tudo menos evasivo). Mas não é por acaso! Quem convive comigo consegue perfeitamente ler nas “entrelinhas” e, quando não consegue, me pergunta. Já aqueles que não tem tanto contato acabam ficando com uma leve curiosidade... E isso é bom! Sinal de que as chances são grandes de retorno ao blog...

Mudando de assunto...Minha vida tem sido repleta de fatos novos, rodeados por manias antigas. Os dias têm passado muito rapidamente e eu me sinto um pouco “perdida”, até atropelada pelo tempo. É como se a minha velocidade para tomar decisões, efetuar mudanças e refletir estivesse muito, mas muito aquém do ritmo do universo. Se no passado a minha angústia era proveniente da necessidade vital de se fazer planos constantemente, agora me pego querendo pelo menos estabelecer alguma meta a médio prazo. E é aí que me pego meio “sem rumo”.

Estou precisando de um objetivo PROFISSIONAL. Hoje acordei me achando uma peça de lego no jogo errado. Os dias são exatamente iguais aos outros. E não falo a mesma língua que muita gente ao meu redor.

Ao mesmo tempo, queria adotar um pouco o “estilo baiano de ser” e não pensar em nada. Estirar-me num sofá (nem precisa ser rede), brincar com os meus gatos e contemplar a vida desprovida de qualquer pressa...

Ok. Estou sendo um pouco exigente comigo mesma. Afinal, minha vida mudou muito nos últimos três meses. Mas o que posso fazer se sou um ser essencialmente inquieto?

São tantos os livros ainda não lidos, os filmes ainda não vistos... E a sensação é a mesma em relação à minha carreira: tantas coisas que ainda não fiz... Só que falta definir o que eu QUERO fazer para depois traçar um plano de ação. Vejo possibilidades, mas são todas muito remotas, já que eu não consigo encontrar um FOCO. Estou que nem o Ricardo Semler: perguntando “Por quê?” umas cinco vezes a cada dez minutos...

sexta-feira, junho 8

Diga a verdade e saia correndo!

Essa é uma frase que está num imã de geladeira que comprei aqui para casa. A identificação foi instantânea. É difícil me abrir, falar o que penso, ou sinto, às vezes. É difícil também ser ouvinte. Mas o mais difícil ainda é saber o momento que pede uma "confissão" e o momento de deixar o silêncio falar por si. As palavras ecoam e são eternas. Por isso, é importante ter cuidado com o que se diz. Pode-se dizer o oposto logo depois, ou mesmo demonstrar o inverso... Mas o que fazer com o que já se ouviu?

Ou o que se faz é sempre mais importante e anula o que se diz? Sou contra expressar sempre em palavras tudo que se pensa ou que se sente. Temos pensamentos e sentimentos efêmeros, momentâneos que podem virar poeira um instante depois. E se os mesmos, ao serem traduzidos em linguagem falada, têm o poder de incomodar, entristecer ou machucar o receptor, por que expressá-los? Se for importante e essencial para o emissor, então ele deve ir em frente. Mas com a consciência dos possíveis efeitos sobre o outro.

Já tentei provocar com perguntas e indagações uma mudança, na verdade, um resgate de algo que estava ficando para trás. Tentava me agarrar nas palavras, para ver se elas tinham a capacidade de mudar a realidade que eu estava presenciando. E o que eu recebia como resposta era só a confirmação de imutabilidade. Agora, depois de alguns anos, ao lembrar desse momento, vejo que fui boba. Se eu recebesse palavras doces contrárias ao que, de fato, estava acontecendo, teria eu me sentido melhor? Nesse sentido, o que se fala pode ser irrelevante. Ponto para o silêncio.

É por isso que tenho dificuldade em “dizer coisas”. Parece que, ao fazê-lo, estou “oficializando” reflexões e emoções que posso não ter cinco minutos depois. Digo isso, porque presto atenção e valorizo o que me falam. O pior é que, normalmente, o que me marca é o que não gostei de ouvir.

Mas aí me ocorre outra questão importante: E o filtro que usamos sempre ao adotarmos a postura de receptores de uma mensagem? É que nem reportagem isenta: não existe a prática de ouvir sem a nossa participação na compreensão dessa mensagem. Nunca escutou a frase “fulano só ouve o que quer?” Será que é só o fulano mesmo, ou todos nós, querendo ou não, interpretamos absolutamente tudo que chega a nossos ouvidos?

Ok. Não dá para viver num filme de Charles Chaplin. Palavras são necessárias, contornam e ressaltam nossas ações, sentimentos, etc, etc, etc. Mas então é preciso ter coerência, não!? Só que muitas vezes afirmamos uma coisa querendo dizer outra... por educação, por não querermos machucar o outro, por proteção individual e tantos outros motivos. Não é difícil???

Um imã de geladeira me deixou filosófica...


segunda-feira, maio 21

Vida Nova


Estou prestes a completar meu primeiro mês morando definitivamente sozinha, ainda nem aprendi direito a lavar minha própria roupa e... arranjei um FILHO! Um persa cinza de olhos verdes/cinzas lindo! O nome dele é Clicquot, de Veuve Clicquot, mas nem sei se continuará sendo... Não estou gostando muito dessa alcunha não...

Na última semana, fiquei cuidando de dois gatos, um pequeno que mia e um grande que fala. Os dois estavam passando mal, com o mesmo problema. Fui enfermeira dupla e deu tudo certo!

Apesar das mudanças e novidades, venho me dedicando a pensar em um monte de coisas e a não refletir também sobre nada. Entendeu o que eu disse? Venho trabalhando a “não-ansiedade” e a “não-imaginação”. É a forma que arranjei de não ceder à tentação do radicalismo. Minha meta a curto e a médio prazo é o “caminho do meio” (leia “A Alma Imortal”, de Nilton Bonder, para entender o que estou falando).

Por outro lado, nunca tive tanta vontade de ser sincera e de assumir o que estou sentindo, quais são minhas emoções e quem sou eu (mesmo que eu não saiba exatamente o que isso quer dizer). Simplesmente não estou sentindo vergonha alguma de falar. Mesmo que contrarie o ouvinte. Dane-se. Prazer! Eu sou assim! Vai continuar gostando de mim?
(...)

Bom filme o “Lady Vingança”, do diretor Park Chan-Wook, o mesmo de “Old Boy”. Mas é muito pesado!!!!!!!!! Quem não gosta de cenas fortes, não deve assistir. Ah! E um conselho: não assista num domingo à noite, como eu fiz. Passei a noite inteira sonhando que estava assassinando uma coreana.

quarta-feira, maio 9

Por partes:

Morar sozinha, grande conquista!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Para variar: constação de caminho errado tomado, ou, ok, como ouvi esta semana de uma especialista: rumo certo no momento certo, porém perene. É preciso desviar novamente para se alcançar um objetivo satisfatório...